Instituto alemão espera taxa de infecção constante pelo coronavírus | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 12.05.2020

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Coronavírus

Instituto alemão espera taxa de infecção constante pelo coronavírus

Número de reprodução do vírus deve se manter em torno de 1,0 no país nos próximos dias, prevê Instituto Robert Koch. Vice-presidente do órgão de controle de doenças considera abertura de fronteiras na Europa possível.

Jovem de máscara em estação de metrô

Alemanha tem mais de 170 mil casos de covid-19 e 7.533 mortes

Segundo estimativas divulgadas nesta terça-feira (12/05) pelo Instituto Robert Koch (RKI), responsável pela prevenção e controle de doenças na Alemanha, a taxa de infecção pelo novo coronavírus deve se manter constante nos próximos dias no país.

O chamado número de reprodução R do coronavírus deve continuar em torno de 1 nos próximos dias na Alemanha. Isso se deve ao fato de que o número de novas infecções diárias quase não diminuiu e se aproxima de uma estagnação, segundo o vice-presidente do RKI, Lars Schaade.

Na Alemanha, o número de reprodução, que indica a taxa de infecção, está atualmente em 1,07. Em termos matemáticos, isso significa que uma pessoa infectada contagia mais do que uma outra pessoa. Segundo o RKI, os dias em que número está acima de 1 não são problemáticos, e somente quando atinge 1,2 ou 1,3 em vários dias consecutivos é necessário "olhar atentamente".

O número efetivo de reprodução R designa o potencial de propagação de um vírus dentro de determinadas condições. Se ele é superior a 1, cada paciente transmite a doença a pelo menos mais uma pessoa, e o vírus se dissemina. Se é menor do que 1, cada vez menos indivíduos se infectam e o número dos contágios retrocede. Portanto, para coibir o alastramento de um patógeno, o número de reprodução deve estar abaixo de 1 (ou R < 1, em termos matemáticos).

Schaade apontou que o número de reprodução não é o único fator decisivo na avaliação da situação. O número de novas infecções na comparação diária, o número de testes positivos e a carga sobre o sistema de saúde também são relevantes.

Apesar do leve crescimento na taxa de infecção, Schaade afirmou acreditar que a abertura de fronteiras na Europa é possível sob certas condições. Se houver unanimidade e uma situação epidemiológica semelhante nos países vizinhos, pode-se justificar a abertura de fronteira, segundo Schaade. 

Dados divulgados nesta segunda-feira pelo RKI haviam apontado que a taxa de contágio pelo novo coronavírus havia subido na Alemanha pelo segundo dia consecutivo, em meio ao relaxamento das medidas de isolamento em todo o país. O número de reprodução do vírus chegou a 1,13 no domingo, após o 1,1 registrado no sábado. Na sexta-feira, a taxa era de 0,83.

Na última quarta-feira, quando a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e os governadores dos 16 estados do país decidiram ampliar o relaxamento das medidas restritivas para conter a disseminação do vírus, a taxa de reprodução estava em 0,65.

Ao anunciar o relaxamento, Merkel disse que se uma cidade registrar mais de 50 novas infecções por 100 mil habitantes ao longo de sete dias, ela deverá adotar imediatamente medidas mais rígidas contra a propagação do vírus, que deverão vigorar até o número ficar abaixo de 50 por no mínimo sete dias. Por enquanto, não há a possibilidade de um segundo lockdown em nível nacional, disse a chanceler.

O total de casos confirmados de covid-19 na Alemanha nesta segunda-feira é de 170.508, e o de mortes em decorrência da doença, de 7.533. Desde o início da epidemia no país, cerca de 147,2 mil pessoas se recuperaram da doença. As regiões mais afetadas do país são os estados da Baviera, da Renânia do Norte-Vestfália e de Baden Württemberg.

PV/ots

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