Indígenas lideram nova passeata contra governo no Equador | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 09.10.2019
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América Latina

Indígenas lideram nova passeata contra governo no Equador

Milhares marcham em Quito, no sétimo dia de protestos contra o aumento do preço dos combustíveis no país. Manifestações já levaram quase 700 pessoas à prisão e provocaram ao menos uma morte e mais de 70 feridos.

Manifestantes fazem passeata na rua, com bandeira do Equador

Manifestantes ocuparam ruas de Quito no sétimo dia de protestos contra o aumento do preço dos combustíveis

Milhares de indígenas marcharam nesta quarta-feira (09/10) em Quito, capital do Equador, no sétimo dia de protestos contra o aumento do preço dos combustíveis.

Os indígenas chegaram à capital nos últimos dias, vindos de diferentes regiões do país e ganharam apoio de representantes de sindicatos e outros movimentos sociais. Eles ocuparam a Avenida 10 de Agosto, que leva ao Centro Histórico de Quito e que na semana passada foi palco de confrontos violentos.

As manifestações pedem o fim de um polêmico pacote econômico anunciado como parte de um acordo firmado pelo governo equatoriano com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e que, entre outras medidas, acaba com o fim do subsídio estatal sobre os combustíveis, decisão que revoltou parte da população. 

A situação na capital é extremamente tensa. Segundo números oficiais, as manifestações já levaram 676 pessoas à prisão e provocaram ao menos uma morte e mais de 70 feridos.

O Equador está sob estado de exceção desde a última quinta-feira, primeiro dia de greve do transporte público. Os protestos que se seguiram foram acompanhados por atos de vandalismo, saques e confrontos entre manifestantes e policiais.

Nesta terça-feira, centenas de integrantes de grupos indígenas do país invadiram parte da sede da Assembleia Nacional, em Quito, para pedir a renúncia do presidente equatoriano, Lenín Moreno.

Moreno decretou na última quinta-feira estado de exceção de 60 dias no país, para tentar conter os protestos. Na segunda-feira, acuado na capital, o presidente transferiu o governo de Quito para a cidade de Guayaquil, no sudoeste do país.

Em 1º de outubro, o governo anunciou o fim dos subsídios de décadas aos combustíveis, o que levou a um aumento de até 123% dos preços da gasolina e do diesel. As transportadoras paralisaram rodovias em todo o país na quinta e sexta-feira. Em várias cidades, polícia e manifestantes protagonizaram confrontos violentos.

MD/afp/dpa/efe

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