Incerteza eleitoral afeta recuperação econômica da América Latina | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 12.05.2018
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América Latina

Incerteza eleitoral afeta recuperação econômica da América Latina

Em novo relatório, FMI prevê leve crescimento na região em 2018, mas aponta que fatores não econômicos, como imprecisão política antes das eleições em países como Brasil e México, contribuem para retardar recuperação.

Brasil

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou nesta sexta-feira (11/05) que a incerteza política antes das próximas eleições em vários países da América Latina – como o Brasil e o México, que elegem seus presidentes neste ano – poderia retardar a recuperação econômica da região.

A observação faz parte de um relatório elaborado pelo órgão internacional, apresentado em Lima nesta sexta-feira, com suas perspectivas econômicas para os países latino-americanos e do Caribe.

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Embora cite um "futuro incerto" para a região, o documento estima que o crescimento econômico aumente de 1,3%, registrado em 2017, para 2% neste ano. Para 2019, prevê-se uma recuperação ainda maior, de 2,8%.

O FMI disse esperar que, após um aumento do consumo privado no ano passado, o investimento empresarial também cresça e se torne o principal impulsionador da atividade econômica na região, após uma contração de três anos.

Apesar da perspectiva de crescimento e de um aumento de 1,3% do PIB em 2017, o relatório afirma que os níveis de investimento devem permanecer abaixo dos registrados em outras regiões do mundo, limitando o potencial do crescimento latino-americano.

"Muitos desafios estão por vir para a região", escreve o Fundo Monetário Internacional. Segundo o documento, fatores não econômicos contribuem para retardar a recente recuperação econômica da América Latina. Entre eles, a incerteza política em razão das eleições marcadas para este ano.

Outros fatores seriam tensões geopolíticas e eventos climáticos extremos, além de um aumento nos riscos econômicos externos – particularmente, uma mudança em direção a políticas mais protecionistas e uma retração súbita das condições financeiras globais.

No Brasil, o crescimento econômico deve ser de 2,3% em 2018, graças a condições externas favoráveis e à recuperação do investimento e do consumo privado, diz o documento.

Contudo, há um risco fundamental, segundo o FMI, de a agenda política sofrer alterações depois das eleições presidenciais em outubro, o que poderia levar à volatilidade do mercado e a uma maior incerteza sobre as perspectivas de médio prazo.

Entre os países com maior perspectiva de crescimento em 2018 então o Panamá, com 5,6%, Nicarágua, com 4,7%, Paraguai, com 4,5%, e Bolívia, com 4%.

Em outro extremo está a Venezuela, que vive uma grave crise econômica e política. "A situação econômica da Venezuela está piorando, e a economia está contraindo drasticamente pelo quinto ano consecutivo", escreveu o FMI. Estima-se uma contração de 15% neste ano, além de uma acumulada de 35% entre 2014 e 2017.

O relatório conclui que, a longo prazo, as perspectivas de crescimento para a América Latina e o Caribe permanecem moderadas, sugerindo que os níveis de renda nesses países estão lutando para alcançar as economias avançadas.

EK/efe/lusa/ots

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