″Hillary vai causar Terceira Guerra Mundial″, diz Trump | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 26.10.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Estados Unidos

"Hillary vai causar Terceira Guerra Mundial", diz Trump

Magnata afirma que política da adversária para a Síria vai gerar conflito mundial e ressalta que prioridade deveria ser o combate aos extremistas do EI. Colin Powell declara apoio à campanha da democrata.

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (25/10) que os planos da adversária Hillary Clinton para a Síria vão causar a "Terceira Guerra Mundial", devido ao potencial de conflito com as forças militares da Rússia.

Hillary defende a criação de zonas de proteção aérea e zonas livres de conflitos em solo para proteger civis na Síria. Alguns analistas avaliam que esta demanda pode colocar o país diretamente conflito com Moscou.       

"Temos que focar no EI ["Estado Islâmico"]. Não devemos focar na Síria", destacou Trump, para quem a prioridade, no momento, não deveria ser a tentativa de derrubar o regime de Bashar al-Assad, mas combater o grupo terrorista. "Se escutarmos Hillary, vamos acabar numa Terceira Guerra Mundial."

Trump questionou ainda como a candidata democrata negociaria com o presidente russo, Vladimir Putin, depois de tê-lo demonizado. E culpou Barack Obama pelo estremecimento das relações com as Filipinas após a eleição de Rodrigo Duterte como presidente.

Na entrevista focada na política externa, o candidato também argumentou que a falta de apoio de líderes republicano à sua candidatura dificulta a vitória na eleição. "Se houvesse uma unidade no partido, não perderíamos essa eleição para Hillary Clinton", destacou.

O comitê de campanha de Hillary rejeitou as acusações do republicano e lembrou que especialistas em segurança nacional consideram Trump impróprio para comandar o país.

"Mais uma vez, ele está repetindo posições de Putin e jogando com os medos dos americanos", destacou o porta-voz da candidata, Jesse Lehrich.

Apoio de peso

Trump perdeu nesta terça-feira mais um apoio peso dentro de seu próprio partido: Colin Powell, secretário americano de Estado no primeiro mandato de George W. Bush, anunciou que votará em Hillary nas eleições do próximo dia 8 de novembro.

"Eu vou votar em Hillary Clinton", afirmou Powell, destacando que a candidata democrata é "inteligente", tem "experiência" e possui o "temperamento adequado", de acordo com informações do jornal americano Newsday.

"O outro candidato não está qualificado para ser presidente. Ele insultou os afro-americanos, latinos, mulheres, veteranos, líderes de seu próprio partido e além daqueles que o apoiam, fazendo promessas que não pode cumprir", disse Powell, que  foi secretário de Estado entre 2001 e 2005.

As opiniões de Powell sobre o magnata já eram conhecidas após hackers terem vazado alguns e-mails no mês passado onde ele qualificava Trump como "desgraça nacional" e "pária internacional".

Os documentos mostram que o ex-secretário também criticou Hillary por ter se envolvido na polêmica do uso de um servidor privado de e-mail enquanto esta era secretária de Estado (2009-2013).

Logo após a notícia, a democrata agradeceu o voto. "Orgulhosa de ter o apoio do general Powell, um soldado condecorado e um distinto homem de Estado", escreveu em sua conta no Twitter.

Com o anúncio, Powell se junta a uma longa lista de republicanos que se recusaram a apoiar Trump. O ex-secretário, no entanto, já havia se afastado de seu partido nas duas últimas eleições, onde optou pelo atual presidente, o democrata Barack Obama, contra os republicanos John McCain, em 2008, e Mitt Romney, em 2012.

CN/rtr/efe/lusa

Leia mais