Hernández é declarado presidente eleito de Honduras | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 18.12.2017
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América Latina

Hernández é declarado presidente eleito de Honduras

Tribunal eleitoral oficializa reeleição do conservador, após três semanas de incerteza e protestos. Oposição contesta resultados, que aponta serem fraudulentos, e convoca novas manifestações no país.

Juan Orlando Hernández

Hernández (foto) obteve 42,95% dos votos, contra 41,24% do candidato da oposição, Salvador Nasralla

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de Honduras declarou Juan Orlando Hernández como vencedor das disputadas eleições gerais de 26 de novembro e novo presidente eleito do país. A oposição não reconhece os resultados.

O presidente do TSE, David Matamoros, fez o anúncio neste domingo (17/12) à noite, em rede nacional de rádio e televisão. Matamoros afirmou que o governante Partido Nacional, do conservador Hernández, ganhou também a maioria dos 128 deputados para o Parlamento hondurenho e 298 prefeituras

O anúncio veio depois de três semanas de incerteza e protestos violentos, que resultaram em ao menos 17 mortes, incluindo de dois policiais. Mais de 1.600 pessoas foram detidas.

Segundo o relatório do TSE, Hernández obteve 42,95% dos votos, contra 41,24% do candidato da Aliança de Oposição contra a Ditadura, Salvador Nasralla. O opositor já havia dito que contestaria a contagem de votos e disse não reconhecer os resultados oficiais do tribunal eleitoral. Nasralla e seu aliado, o ex-presidente Manuel Zelaya, convocaram novos protestos no país.

No último dia 8 de dezembro, a Aliança de Oposição contra a Ditadura havia declarado perante o TSE que houve "alteração [do processo eleitoral] devido a uma fraude do processo de escrutínio", pondo em questão a reeleição de Hernández. 

"Eles [os magistrados do TSE] sabem que este processo foi totalmente abortado, é um processo com fraudes por todos os lados", afirmou Nasralla, depois de ter apresentado recurso na companhia do advogado da Aliança, Marlon Ochoa. 

O advogado disse à agência de notícias AFP que "a lei prevê a possibilidade de pedir a anulação da votação, do escrutínio e da contagem dos votos". "Então, apelamos à lei", afirmou.

Protestos pós-eleição

Nasralla se declarou presidente eleito no mesmo dia das eleições de 26 de novembro, algo que também fez Hernández, antes de o Supremo Tribunal Eleitoral publicar os primeiros resultados oficiais na madrugada do dia seguinte.

Com mais da metade dos votos contados, Nasralla tinha uma liderança de 5%, mas despencou quando novos números foram divulgados 36 horas depois. Na época, o TSE recusou declarar um vencedor,enquanto não expirasse o prazo de recurso e de impugnação dos resultados, que terminou precisamente na sexta-feira.

Centenas de hondurenhos protestaram na sexta-feira seguinte, 8 de dezembro, nas ruas da capital, Tegucigalpa, contra a suposta fraude nas eleições e a potencial reeleição do presidente Hernández. 

Os manifestantes, incluindo alguns a bordo de motocicletas, carregavam tochas, bandeiras azuis e brancas (as cores da bandeira nacional), bem como vermelhas, da Aliança da Oposição contra a Ditadura. Também exibiram cartazes com mensagens contra a suposta fraude e ecoaram gritos como "Não à reeleição!" ou "Fora JOH" (Juan Orlando Hernández).

PV/efe/lusa/rtr

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