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Departamento do Tesouro e Comércio dos EUA é alvo de ciberataque
Departamento do Tesouro e Comércio dos EUA é alvo de ciberataqueFoto: picture-alliance/dpa/U. Baumgarten

Hackers invadem Departamento do Tesouro dos EUA

14 de dezembro de 2020

Autoridades investigam invasão de sistemas de várias agências do governo. Ciberataque ocorre após roubo de ferramentas de hacking de uma das principais firmas de cibersegurança. Extensão dos danos ainda é desconhecida.

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Hackers invadiram os sistemas de agências do governo federal dos Estados Unidos, incluindo o Departamentos do Tesouro e Comércio, informaram neste domingo (13/12) autoridades americanas. Elas trabalham para identificar a dimensão do ataque cibernético e consertar as falhas.

As investigações estão a cargo da polícia federal americana, o FBI, juntamente com a divisão de crimes cibernéticos do Departamento de Segurança Interna. Especialistas acreditam que tenha ocorrido uma invasão em larga escala nas redes das agências governamentais do pais.

O ataque foi revelado dias após a empresa de cibersegurança FireEye denunciar que hackers de governos estrangeiros invadiram seu sistema e roubaram as ferramentas de hacking desenvolvidas pela própria empresa.

Vários especialistas suspeitam que a Rússia esteja por trás do roubo à empresa, uma das maiores do setor de cibersegurança, que tem entre seus clientes o governo federal e os de vários estados e localidades dos EUA, além de algumas das principais companhias do mundo.

Não houve até o momento nenhuma conexão entre o ataque a FireEye e a invasão dos sistemas das agências governamentais. Também não foi esclarecido de imediato se a Rússia estaria, de fato, por trás das invasão do Departamento do Tesouro.

Segundo a agência Reuters, os hackers, apoiados por um governo estrangeiro, roubaram informações do Departamento do Tesouro e Comércio, que também é a agência responsável por definir as políticas do governo sobre internet e telecomunicações. Os serviços de inteligência estariam ainda preocupados com a possível invasão de outras agências, com a utilização se ferramentas semelhantes.

O Conselho Nacional de Segurança dos EUA informou através de nota que o governo toma "todas as medidas necessárias para identificar e remediar possíveis questões relacionadas a essa situação".

A Agência de Cibersegurança e Infraestrutura de Segurança (Cisa) do governo americano disse que trabalha com outras agências "no que diz respeito às atividades descobertas recentemente nas redes do governo. A Cisa fornece apoio técnico às entidades afetadas que trabalham para identificar e mitigar quaisquer possíveis avarias”.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, demitiu o diretor da Cisa, Chris Krebs, após ele atestar a integridade das eleições presidenciais de novembro, vencidas pelo democrata Joe Biden, e ignorar as alegações fantasiosas de fraude feitas pelo atual mandatário.

As agências federais americanas sempre foram alvos atraentes para hackers de outros países, como os russos, que já conseguiram invadir a rede interna de e-mails do Departamento de Estado, em 2014. O ataque foi tão forte que o sistema da agência teve de ser desligado da internet enquanto os especialistas trabalhavam para eliminar o problema.

RC/ap/afp

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