Greve no setor público atinge aeroportos alemães | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 27.03.2012
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Economia

Greve no setor público atinge aeroportos alemães

Só a Lufthansa, maior companhia aérea alemã, teve mais de 400 voos cancelados pela paralisação. Trabalhadores pedem aumento de 6,5%.

Uma greve dos trabalhadores nos aeroportos alemães levou ao cancelamento de centenas de voos nesta terça-feira (27/03). Um em cada três voos foi cancelado no aeroporto de Frankfurt, o maior da Alemanha e terceiro mais movimentado da Europa.

Segundo a Lufthansa, voos vindos do Brasil não foram afetados pela greve em Frankfurt. A companhia aérea divulgou que teve mais de 400 voos cancelados nesta terça-feira. A empresa pede aos passageiros que se informem com antecedência sobre a situação dos seus voos.

Nos aeroportos de Munique, Düsseldorf, Colônia, Stuttgart, Hannover, Bremen, Dortmund e Münster-Osnabrück também foram registradas paralisações.

A greve convocada pelo sindicato Verdi, que representa 2 milhões de trabalhadores do setor público, afetou sobretudo os serviços em terra, como manutenção, administração, carga e descarga das aeronaves.

O Verdi pede aumentos salariais de 6,5% ou um mínimo de 200 euros, porém o governo federal e os governos estaduais apresentaram uma contraproposta de somente 3,3%, para um prazo de dois anos.

Para o líder sindical Frank Bsirske, a greve deve "acelerar as negociações". Já o ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, considerou a ação inapropriada. "Fizemos uma oferta de aumento substancial, e é injustificável maltratar a população com essas greves", disse o ministro.

Além das greves nos aeroportos, foram convocadas paralisações nos serviços de coleta de lixo, escolas, hospitais, câmaras municipais e transportes públicos nos estados da Renânia-Palatinado, do Sarre e em Hamburgo.

A próxima negociação acontecerá nesta quarta-feira, em Potsdam, e o Verdi já advertiu que, se não houver acordo, convocará uma reunião entre os filiados para decidir sobre uma possível greve de tempo indeterminado.

AKS/afp/dpa/lusa
Revisão: Alexandre Schossler

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