Grande incêndio atinge porto de Beirute um mês após megaexplosão | Notícias internacionais e análises | DW | 10.09.2020

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Mundo

Grande incêndio atinge porto de Beirute um mês após megaexplosão

Fogo começou em um armazém que abrigava carga de óleo e pneus. Ainda não há informações sobre feridos ou sobre as causas imediatas do novo incêndio,

Vista do porto de Beirute. É possível ver chamas e uma densa fumaça preta.

Densa fumaça se espalhou pela cidade e pode ser vista de bairros distantes.

Um grande incêndio eclodiu em um armazém do porto de Beirute nesta quinta-feira (10/09), pouco mais de um mês depois que duas fortes explosões no mesmo local destruíram parte da capital libanesa. As causas do novo incêndio ainda são desconhecidas e, até o momento, não há informações sobre feridos. 

"Um incêndio estourou em um depósito de óleo e pneus na zona franca do porto de Beirute e as operações para extingui-lo começaram. Helicópteros do exército participam da operação", disse o Exército em um comunicado.

O chefe interino do porto, Bassem al-Kaissi, informou ao canal de televisão libanês LBC que o incêndio "começou com recipientes de óleo antes de passar para os pneus". "Foi causado pelo calor ou por um erro. É muito cedo para dizer", explicou Kaissi.

Pessoas que trabalham em escritórios próximos ao porto foram orientadas a deixar os prédios imediatamente, informou uma testemunha à agência alemã de notícias dpa. Uma densa fumaça negra se espalhou pela cidade e pessoas que trabalham no porto saíram correndo para fora das instalações, como mostram vários vídeos postados nas redes sociais por moradores de Beirute.

Um trabalhador de 33 anos de uma empresa no porto disse que fugiu do novo incêndio com medo. "Estávamos trabalhando, de repente eles começaram a gritar para sairmos", disse ele. "Estava ocorrendo uma soldagem  e começou um incêndio. Não sabemos o que aconteceu. Largamos tudo e começamos a correr. Isso nos lembrou da explosão", relatou.

Os motoristas que estavam nas ruas perto ao porto deixaram os veículos e se abrigaram em prédios e lojas próximas.  Enquanto isso, a polícia orientava que  os motoristas evitassem as rodovias que levam ao porto.

Em 4 de agosto, quase três mil toneladas de nitrato de amônio explodiram no porto de Beirute, matando 191 pessoas, ferindo mais de 6 mil, deixando mais de 300 mil desalojados e destruindo grande parte da cidade.  A tragédia agravou a crise econômica vivida pelo país e fez saltar o número de casos de covid-19. A população foi às ruas e exigiu a renúncia do primeiro-ministro Hassan Diab, que cedeu à pressão e deixou o cargo em 10 de agosto.

Autoridades do Líbano iniciaram uma investigação sobre a explosão e já prenderam 25 pessoas, entre eles, altos funcionários do porto e da alfândega e  trabalhadores sírios que supostamente realizaram soldagens horas antes da explosão.Na semana passada,equipes de resgate retomaram as buscas por um sobrevivente, após um cão farejador de uma equipe chilena de resgate detectar algo e correr em direção aos escombros e um equipamento identificar o que poderia ser um pulso de 18 a 19 batimentos por minuto. Guindastes e escavadeiras foram usados na busca nos escombros de um prédio que desabou. Dois dias depois, as buscas foram interrompidas, sem achar sobreviventes. 

LE/dpa, afp