Governo da Colômbia e ELN acertam cessar-fogo | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 04.09.2017
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América Latina

Governo da Colômbia e ELN acertam cessar-fogo

Acordo entra em vigor em outubro e terá vigência de 102 dias, podendo ser estendido conforme os resultados das negociações. Anúncio é feito dois dias antes da visita do papa.

Juan Manuel Santos discursa em Bogotá

Santos afirmou que acordo será renovado à medida em que se cumpra e se avance nas negociações sobre os demais pontos

Os representantes do governo da Colômbia e do Exército de Libertação Nacional (ELN) chegaram a um acordo de cessar-fogo bilateral que entrará em vigor em 1º de outubro e que valerá por 102 dias, afirmaram tanto o presidente Juan Manuel Santos como o grupo guerrilheiro nesta segunda-feira (04/09).

O acordo "terá uma vigência inicial de 102 dias, ou seja, irá até 12 de janeiro do próximo ano e será renovado à medida em que ele se cumpra e se avance nas negociações sobre os demais pontos", disse o chefe de Estado em Bogotá, na declaração na qual antecipou o anúncio que será feito em Quito, no Equador, onde transcorrem os diálogos.

O ELN, por sua vez, escreveu em sua conta no Twitter: "Sim, é possível! Agradecemos a todas e todos que apoiaram decididamente os esforços para alcançar este cessar-fogo bilateral".

O anúncio do cessar-fogo foi feito dois dias antes da chegada do papa Francisco a Bogotá, em uma visita que também o levará a Villavicencio, Medellín e Cartagena.

Santos lembrou que o cessar-fogo com o ELN se concretizou exatamente cinco anos depois do anúncio do acordo com as Farc.

O governante detalhou que o novo pacto foi alcançado após intensas negociações, que terminaram nesta madrugada, e garantiu que a prioridade é proteger os cidadãos.

Com o acordo, a guerrilha cessará os sequestros, os ataques aos oleodutos e quaisquer hostilidades à população.

Já o governo se comprometeu a suspender toda ação militar contra o grupo e a executar um plano humanitário para melhorar as condições dos membros da guerrilha que se encontram nas prisões.

AS/efe/lusa

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