Governo alemão rebate críticas de Trump | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 16.01.2017
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Europa

Governo alemão rebate críticas de Trump

"Temos nosso destino em nossas mãos", diz Merkel sobre a UE. Vice-chanceler vê conexão entre intervenção americana no Iraque e crise dos refugiados. Ministro do Exterior afirma que declarações causam espanto e apreensão.

O governo da Alemanha rebateu nesta segunda-feira (16/03) as críticas feitas pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, à sua política de refugiados, bem como à Otan e à União Europeia (UE).

"Acho que nós, europeus, temos nosso destino em nossas mãos. Continuarei me empenhando para que os 27 países-membros trabalhem juntos de forma intensa e orientados para o futuro", disse a chanceler federal Angela Merkel, durante uma entrevista em Berlim, após receber o premiê da Nova Zelândia, Bill English.

Em entrevista aos jornais alemão Bild e britânico The Times, o republicano disse que a Otan estava obsoleta, elogiou a saída do Reino Unido da União Europeia e culpou a política de refugiados de Merkel pelo atentado em Berlim.

Em relação às críticas sobre sua política para refugiados, Merkel disse que o combate ao terrorismo é um desafio para todos. "Eu vou, mais uma vez, separar isso claramente da questão dos refugiados." Ela acrescentou que muitos sírios deixaram seu país por causa do terrorismo e não apenas por causa da guerra civil.

O ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, disse que as declarações de Trump causaram espanto e apreensão, e não apenas em Bruxelas, onde fica a sede da Otan. Steinmeier, que se encontrou em Bruxelas com o secretário-geral Jens Stoltenberg, disse que a aliança militar recebeu as declarações com preocupação. O ministro alemão acrescentou ainda que elas não condizem com a opinião do futuro secretário americano de Defesa, James Mattis.

Já o vice-chanceler Sigmar Gabriel afirmou que há uma conexão entre as intervenções americanas no Oriente Médio, especialmente no Iraque, e a crise dos refugiados, acrescentando que é a Europa que é obrigada a se confrontar com o fluxo migratório daí resultante, e não os Estados Unidos.

Unidade entre os europeus

Assistir ao vídeo 01:15
Ao vivo agora
01:15 min

Em vídeo, Trump divulga metas para os 100 primeiros dias de governo

O ministro do Exterior da França, Jean-Marc Ayrault, também destacou a união da União Europeia ao comentar as declarações do presidente eleito. "A melhor resposta à entrevista de Trump é a unidade dos europeus", disse Ayrault em Bruxelas. "A melhor maneira de defender a Europa, que é um convite que fazemos a Trump, é permanecermos unidos, formarmos um bloco, não esquecermos que a força dos europeus é sua unidade", disse Ayrault, ressaltando que espera, em breve, reunir-se com o futuro secretário de Estado americano para tratar de temas como as sanções a Moscou, a questão ucraniana, o acordo nuclear com o Irã e o acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.

A presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, disse esperara continuidade do futuro governo americano e pediu que Trump mantenha as obrigações financeiras dos EUA com a Otan. "Desde a Segunda Guerra, a presença de tropas americanas é um pré-requisito para reconstruir o continente e garantir a paz e a segurança", destacou.

O ministro do Exterior da Dinamarca, Anders Samuelsen, aproveitou para criticar a forma como Trump tem usado as redes sociais para fazer anúncios políticos. "Passaremos [após a posse do presidente americano] da diplomacia do Twitter para a realidade, que é talvez mais difícil do que está acontecendo no Twitter", afirmou.

Não só críticas

Apesar de algumas críticas, as declarações de Trump foram bem recebidas no Reino Unido. O secretário britânico do Exterior, Boris Johnson, disse ter recebido com satisfação os comentários sobre a intenção de fechar acordos bilaterais com os EUA. "A vontade dos Estados Unidos de fechar um bom acordo de livre-comércio conosco é uma ótima notícia. Queremos isso logo", disse Johnson.

CN/efe/afp/rtr/ap

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados