Geddel vira réu em caso de bunker com R$ 51 milhões | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 08.05.2018

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Brasil

Geddel vira réu em caso de bunker com R$ 51 milhões

STF aceita denúncia contra ex-ministro por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Seu irmão, o deputado federal Lúcio Viera Lima, e sua mãe também vão responder a ação penal pelos mesmos crimes.

Geddel Vieira Lima

Polícia Federal encontrou bunker de dinheiro de Geddel em Salvador

A segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (08/05) a denúncia contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado federal Lúcio Viera Lima (MDB) por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso dos 51 milhões de reais encontrados num apartamento em Salvador. A mãe de ambos, Marluce Vieria Lima, também se tornou réu no processo pelos mesmos crimes.

Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, os 51 milhões de reais seriam provenientes de propinas pagas pela construtora Odebrecht, de repasses do operador financeiro Lúcio Funaro e de desvios políticos do MDB. Estatais, como Petrobras, Furnas e Caixa Econômica Federal, foram as principais prejudicadas. Do banco, teriam sido desviados 170 milhões de reais pela intervenção de Geddel.

O relator do processo no STF, o ministro Edson Fachin, afirmou que há elementos suficientes para a abertura do processo contra os Viera Lima. Seu voto foi seguido por unanimidade por Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

Dinheiro encontrado em apartamento de Geddel Viera Lima

Contagem do dinheiro durou mais de 14 horas

Os ministros aceitaram também as acusações contra Job Ribeiro Brandão, ex-assessor de Lúcio, e Luiz Fernando Costa Filho, sócio da empresa Cosbat, que teria sido usada para lavar dinheiro. A denúncia contra Gustavo Ferraz, ex-diretor da Defesa Civil de Salvador foi rejeitada.

A defesa de Geddel nega as acusações e afirma que o dinheiro seria fruto de investimentos no mercado imobiliário. "A denúncia não descreve atos de corrupção e não descreve atos de peculato”, disse o advogado Gamil Föppel, que representa a família Viera Lima. "É insustentável se falar em associação criminosa sem que se descrevam os crimes”, acrescentou.

Föppel pediu ainda a soltura de Geddel e disse que o político do MDB é alvo de perseguição que visa "demonizá-lo perante a opinião pública”.

Geddel está preso desde setembro, depois que a polícia localizou o apartamento que servia com um bunker de dinheiro do ex-ministro. No local, os peritos encontraram as digitais dos Viera Lima. Essa foi a maior apreensão de dinheiro em espécie da história. A quantia estava guardada em malas e caixas. Sua contagem durou mais de 14 horas.

O dinheiro foi descoberto durante a operação Tesouro Perdido, decorrente das últimas fases da Operação Cui Bono, que investigava fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013. Nesta época, Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição.

Até novembro de 2016, Geddel era ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, mas foi forçado a renunciar devido a fortes pressões decorrentes de suspeitas do crime de tráfico de influência. Ele foi acusado de pressionar autoridades para a liberação de uma obra embargada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em Salvador.

CN/abr/ots

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