Geórgia tem segunda noite de protestos | Notícias internacionais e análises | DW | 21.06.2019
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Mundo

Geórgia tem segunda noite de protestos

Cerca de 15 mil fazem ato diante do Parlamento e exigem eleições antecipadas após confrontos com a polícia deixarem 240 feridos na noite anterior. Moscou alega russofobia e proíbe voos de empresas aéreas russas ao país.

Multidão de manifestantes

Pela segunda noite consecutiva, milhares de pessoas protestaram diante do Parlamento da Geórgia

Pela segunda noite consecutiva, milhares de pessoas protestaram do lado de fora do Parlamento da Geórgia nesta sexta-feira (21/06), exigindo eleições parlamentares antecipadas.

Cerca de 15 mil pessoas se reuniram em frente ao Parlamento na capital Tbilisi, apesar dos confrontos com a polícia ocorridos na noite anterior que deixaram 240 feridos. Mais de 300 pessoas foram presas.

Mais cedo na sexta-feira, o presidente do Parlamento da Geórgia, Irakli Kobakhidze, deixou o cargo depois que manifestantes e a oposição exigiram sua renúncia. Ele foi responsabilizado pela polêmica visita de uma delegação russa ocorrida na quinta-feira, na qual um parlamentar russo discursou sentado no lugar do presidente do Parlamento.

A visita foi considerada pouco usual, já que a Geórgia cortou relações diplomáticas com o Kremlin durante a guerra de 2008. Desde então, contatos políticos são raros entre os dois países.

A oposição agora pede eleições parlamentares antecipadas e a renúncia do ministro do Interior, Giorgi Gakharia, responsabilizado pela ação violenta da polícia durante os protestos da noite de quinta-feira.

Rússia suspende voos

Em resposta aos protestos, o presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto nesta sexta-feira proibindo temporariamente que companhias aéreas russas voem para a Geórgia a partir de julho. O porta-voz dele já havia condenado os protestos como "provocação russofóbica".

As tensões entre a Rússia e a Geórgia permanecem mais de uma década depois que as duas nações travaram uma guerra na qual a Geórgia perdeu efetivamente dois grandes pedaços de seu território – a Ossétia do Sul e a Abkázia.

Moscou reconheceu ambas as áreas como Estados independentes e estacionou bases militares permanentes em cada uma delas, levando a sentimentos antirrussos na região e à condenação do Ocidente.

MD/ap/dpa/rtr

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