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Homem japonês de pé, sem máscara, cercado por japoneses de paletó e máscara buco-facial, aplaudindo
Kishida foi ministro do Exterior japonês de 2012 a 2017Foto: Eugene Hoshiko/AP/dpa/picture alliance
PolíticaJapão

Fumio Kishida é confirmado como 100º premiê do Japão

4 de outubro de 2021

Nomeação do ex-ministro do Exterior foi ratificada formalmente no Parlamento. Kishida deverá organizar novas eleições gerais. Desafios incluem efeitos da pandemia na economia e relação tensa com China e Coreia do Norte.

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Fumio Kishida, de 64 anos, tomou posse nesta segunda-feira (4/10) como novo primeiro-ministro do Japão, numa sessão parlamentar extraordinária após sua vitória nas primárias do Partido Liberal Democrata (LDP), na semana passada.

Kishida, que foi ministro do Exterior japonês de 2012 a 2017, obteve 311 votos na Câmara Baixa, contra 124 votos para o principal líder da oposição, Yukio Edano. A Câmara Alta também o aprovou com uma ampla maioria, 141 votos, em comparação com os 65 de Edano.

O novo premiê sucede a Yoshihide Suga, que se demitiu em bloco com o seu gabinete após pouco mais de um ano no poder.

Poucas horas após assumir o cargo, Kishida anunciou seu gabinete de governo, com 13 ministros que ocupam o cargo pela primeira vez e quatro que retornam ao posto. Já nas pastas do Exterior e da Defesa, os ministros foram mantidos. O gabinete de Kishida tem três mulheres, uma a mais do que o governo do seu antecessor.

Mensagem de estabilidade 

Kishida ocupou cargos importantes com membros de seu partido, numa mensagem de estabilidade neste governo de transição, já que as eleições gerais no país devem acontecer antes do final de novembro. Segundo a imprensa japonesa, o pleito deverá ser adiantado para 31 de outubro.

O presidente, investido nesta segunda-feira como o 100º primeiro-ministro do Japão, mantém Toshimitsu Motegi como chefe da diplomacia e Nobuo Kishi, irmão mais novo do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, à frente do Ministério da Defesa.

Kishida também optou por manter Koichi Hagiuda em seu gabinete, que passa da pasta da Educação, Cultura, Esportes e Ciência para a de Economia, Comércio e Indústria. Shinsuke Suematsu será o responsável pela Educação.

Shunichi Suzuki será o ministro das Finanças. Em 2019, ele esteve por vários meses no cargo de ministro responsável pelos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio 2020. Ele substitui seu cunhado e até agora vice-primeiro-ministro, Taro Aso, que ocupou o Ministério das Finanças desde 2012.

Três mulheres no gabinete de governo

A ministra da Natalidade, Seiko Noda, é uma das três mulheres do novo governo japonês. As outras duas são Noriko Horiuchi, ministra responsável pela vacinação; e Karen Makishima, encarregada da Digitalização, que aos 44 anos é o membro mais jovem deste primeiro governo Kishida.

Os mais velhos são Genjiro Kaneko, da Agricultura e Pesca, e Satoshi Ninoyu, presidente da Comissão de Segurança Nacional, ambos com 77 anos. Kishida criou um novo cargo, o de ministro encarregado da segurança econômica, que caberá a Takayuki Kobayashi.

Entre os desafios do novo chefe de governo, está a gestão dos efeitos da pandemia de covid-19 sobre a economia e também a queda de popularidade do governo diante de uma onda de infecções após a realização dos Jogos Olímpicos em Tóquio, em julho passado. 

O estado de emergência vigorou no Japão até pouco tempo atrás por causa da pandemia. As restrições foram afrouxadas apenas na semana passada devido à queda pronunciada de novas infecções. Cerca de 60% da população estão vacinados, mas há temores de pressão sobre o sistema de saúde com uma eventual nova onda de infecções.

Além disso, Kishida apoia o fortalecimento dos laços de segurança Japão-EUA e parcerias com outras democracias afins na Ásia, Europa e Reino Unido, em parte para fazer frente à China e à ameaça nuclear da Coreia do Norte. Espera-se que Kishida faça um pronunciamento esta semana antes de dissolver a Câmara Baixa do Parlamento para as eleições gerais.

Ele havia dito na semana passada que sua principal prioridade seria a economia. O "novo capitalismo" de Kishida é, em grande parte, uma continuação da política econômica de Abe, com o objetivo aumentar a renda e criar um ciclo de crescimento e distribuição.

Político de terceira geração, Kishida foi eleito pela primeira vez para o Parlamento em 1993 representando Hiroshima e é um defensor do desarmamento nuclear.

rw (LUSA, AP, EFE)