1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
Gloria Cecilia Narvaez Argoti
Foto: SITE Intelligence Group/AFP

Freira raptada pela Al Qaeda é libertada após quatro anos

10 de outubro de 2021

Gloria Cecilia Narvaez, de 59 anos, havia sido sequestrada em fevereiro de 2017, perto da fronteira entre o Mali e Burkina Faso. Após esforços conjuntos com outros países, governo do Mali anunciou sua libertação.

https://www.dw.com/pt-br/freira-colombiana-sequestrada-pela-al-qaeda-%C3%A9-libertada-ap%C3%B3s-quase-cinco-anos/a-59460615

Uma freira colombiana sequestrada por jihadistas de um grupo ligado a Al Qaeda há quase cinco anos, perto da fronteira entre o Mali e Burkina Faso, foi libertada neste sábado (09/10), informou o gabinete presidencial do Mali.

Gloria Cecilia Narvaez, de 59 anos, havia sido sequestrada pela Frente Islâmica de Libertação Macina, em fevereiro de 2017, enquanto trabalhava como missionária na paróquia de Karangasso. Segundo uma de suas colegas, a irmã Carmen Isabel Valencia, Narvaez se ofereceu no lugar de duas freiras mais jovens, que os sequestradores se preparavam para levar.

Após a libertação, a freira viajou para a Itália e, neste domingo, antes da celebração da missa de abertura do Sínodo dos Bispos, recebeu a benção do Papa Francisco, no Vaticano. 

Mali elogia bravura da freira

O presidente interino do Mali, Assimi Goita, anunciou a libertação da missionária pelo Twitter, agradecendo às forças de segurança por sua participação na operação.

"A presidência do Mali saúda a coragem e bravura da freira. Esta libertação é o coroamento de quatro anos e oito meses de esforços combinados de vários serviços de inteligência", escreveu Goita.

À televisão nacional do Mali, a freira relatou que esteve com saúde durante os quase cinco anos de sequestro. 

"Agradeço às autoridades do Mali, o presidente, por todos os esforços feitos para que eu fosse libertada", disse Narvaez.

Segundo o Vaticano, em parte do período, ela esteve em cativeiro com o sacerdote italiano Pierluigi Maccalli, sequestrado em 2018 e libertado em 8 de outubro de 2020. 

Sequestro para financiar luta

O grupo ligado à Al Qaeda descobriu que os sequestros são uma forma lucrativa de continuar financiado sua luta contra os exércitos nacionais, as forças de paz da ONU e as forças francesas na região do Sahel, na África Ocidental. No entanto, as autoridades do Mali não confirmaram se pagaram um resgate pela libertação da freira. 

Os jihadistas ainda mantêm um clérigo americano e um jornalista francês reféns na região da África Ocidental.

Repercussão na Colômbia

Na Colômbia, o irmão da freira, Edgar Narvaez, disse que ficou muito emocionado ao receber a notícia da libertação. "Ela está com boa saúde, graças a Deus. Eles me mandaram fotos e ela está bem", disse.

A vice-presidente da Colômbia, Marta Lucia Ramirez, que também é ministra das Relações Exteriores, comemorou a notícia no Twitter. 

"Estamos extremamente felizes e gratos por este resultado", escreveu.

Ela também reconhceu os "esforços humanitários do governo francês em contribuir para este sucesso", mencionando o primeiro-ministro, Jean Castex, e a ministra da Defesa, Florence Parly. As tropas francesas ajudaram a proteger Mali das forças jihadistas em 2013, depois que islâmicos tomaram algumas cidades no norte do país.

O diretor da Polícia Nacional da Colômbia, Jorge Luis Vargas, também saudou a libertação. "Hoje é uma notícia muito boa para a Colômbia, mas também para a polícia nacional por todos os esforços feitos ao longo dos anos para garantir a libertação segura da nossa compatriota", disse ele.

Vargas disse que reuniões foram realizadas com vários embaixadores europeus e africanos para tentar garantir a libertação da freira. "Com a Interpol e com outras organizações internacionais, sempre buscamos levar os responsáveis ​​à justiça", acrescentou.

le (afp, efe, reuters, ap ots)