Franceses voltam às ruas contra reforma da Previdência | Notícias internacionais e análises | DW | 09.01.2020
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Europa

Franceses voltam às ruas contra reforma da Previdência

Protestos contra planos de Macron para o sistema de aposentadorias ocorrem em diversas cidades. Paralisação deixa escolas fechadas e afeta circulação do metrô de Paris, assim como de trens regionais e de alta velocidade.

Manifestantes próximos à estação de trem Gare de Lyon, em Paris

Manifestantes próximos à estação de trem Gare de Lyon, em Paris

Ferroviários, professores, médicos, advogados e outros profissionais saíram às ruas na França nesta quinta-feira (09/01) para pressionar o presidente Emmanuel Macron a recuar em sua controversa reforma previdenciária, após mais de um mês de greves e mobilizações.

Os sindicatos reuniram apoiadores na esperança de recuperar a força do movimento, num momento em que a participação na greve iniciada há 36 dias diminuiu e as pesquisas de opinião mostram a queda do apoio da população à paralisação.

A polícia disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes em Nantes, enquanto em Bordeaux, Marselha e Toulouse, trabalhadores carregavam bandeiras dos sindicatos e sinalizadores de fumaça durante protestos pacíficos. Uma manifestação foi marcada para o final do dia em Paris.

"Você para um movimento quando os trabalhadores sentem que suas demandas estão sobre a mesa", afirmou Philippe Martinez, chefe do sindicato CGT à radio Europe 1. "Nós não recebemos resposta do governo."

A Torre Eiffel foi fechada depois que funcionários se juntaram à paralisação. O metrô de Paris foi severamente afetado, com exceção de duas linhas.

Protesto em Toulouse, no sul da França

Protesto em Toulouse, no sul da França

A companhia ferroviária nacional, a SNCF, afirmou que três em cada cinco trens de alta velocidade estão funcionando normalmente. Viagens de trens regionais também foram afetadas, e muitas escolas permaneceram fechadas.

Os sindicatos também pediram aos trabalhadores que bloqueassem o acesso rodoviário a grandes portos, inclusive na cidade de Marselha, no sul do país.

As negociações entre governo e sindicatos foram retomadas nesta terça-feira, mas, até agora, nenhum compromisso foi alcançado. Uma nova rodada de negociações focando o financiamento do novo sistema de pensões está programada para sexta-feira.

Até agora, o governo mantém seu plano de passar a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos, a parte mais criticada das propostas. As mudanças visam unificar os 42 regimes diferentes de aposentadoria que existem na França.

A reforma proposta seria a maior revisão do sistema previdenciário do país desde a Segunda Guerra Mundial e é um dos focos do presidente para tornar a força de trabalho francesa mais flexível e competitiva globalmente.

Sob regimes de pensão específicos, algumas pessoas, como ferroviários, podem se aposentar antecipadamente. Outros, como advogados e médicos, pagam menos impostos.

Os sindicatos temem que as pessoas tenham que trabalhar mais para receber aposentadorias mais baixas, e pesquisas sugerem que pelo menos metade dos franceses ainda apoia as greves.

FC/rtr/ap

______________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 
App | Instagram | Newsletter

Leia mais