França enviará equipamento militar ao Iraque | Notícias internacionais e análises | DW | 22.07.2016
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Mundo

França enviará equipamento militar ao Iraque

Após atentado terrorista em Nice, país decide aumentar seu papel na coalizão internacional que combate o EI no Iraque e na Síria. Porta-aviões Charles de Gaulle deve retornar à região para intensificar bombardeios.

Tropas francesas no Dia da Bastilha, em Paris

Tropas francesas no Dia da Bastilha, em Paris

O presidente da França, François Hollande, afirmou nesta sexta-feira (22/07) que seu país irá enviar equipamentos de artilharia para ajudar o governo do Iraque a combater a organização extremista "Estado Islâmico" (EI).

"Apoiamos nossos parceiros na Síria e no Iraque, mas não vamos pôr tropas em terra", afirmou Hollande em comunicado divulgado após reunião com ministros e responsáveis pela segurança e defesa do país para tratar das consequências do atentado em Nice na semana passada. Reivindicado pelo EI, o ataque no sul da França deixou 84 mortos.

Hollande afirmou que a artilharia estará disponível para os militares iraquianos a partir do próximo mês e ressaltou que o porta-aviões Charles de Gaulle voltará à região no final de setembro, para intensificar os bombardeios.

As medidas visam aumentar o papel da França na coalizão liderada pelos Estados Unidos que combate o EI no Iraque e na Síria. O país já vem realizando bombardeios contra alvos dos extremistas e fornecendo treinamento militar às tropas locais.

O presidente reiterou que a ameaça de ataques terroristas no país está "em nível elevado" e que deve perdurar, anunciando novas medidas para reforçar a segurança no país.

"A partir do final deste mês serão mobilizados 15 mil homens e mulheres" da reserva da Gendarmaria e da Polícia Nacional, além de reservistas do Exército, disse Hollande. Em longo prazo, o presidente afirmou que visa criar "uma verdadeira Guarda Nacional".

"Os terroristas pretendem nos assustar para nos dividir, para semear o ódio e a discórdia. Nossa unidade e nossa coesão são, portanto, essenciais", afirmou. "Querem que renunciemos à liberdade e ao Estado de direito e por isso nos põem à toda prova."

RC/efe/ap/rtr

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