Finlândia é o país mais feliz do mundo, mostra relatório | Notícias internacionais e análises | DW | 19.03.2021

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Mundo

Finlândia é o país mais feliz do mundo, mostra relatório

Nação nórdica ocupa a primeira posição no ranking pelo quarto ano consecutivo. Na outra ponta da lista está o Afeganistão, como país mais infeliz.

Vista de prédios da cidade, às margens de um rio. É possível ver um barco parado. O céu é azul.

Finlândia se destaca em solida solidariedade e na luta contra a pobreza e as desigualdades.

Pelo quarto ano consecutivo, a Finlândia foi eleita o lugar mais feliz do mundo, segundo um relatório anual divulgado nesta sexta-feira (19/03), patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Relatório de Felicidade Mundial 2021, feito pelo Gallup World Poll com base em dados de 149 países, traz Islândia e Dinamarca em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Completam o top 10: Holanda, Noruega, Suécia, Luxemburgo, Nova Zelândia (o único país não europeu) e Áustria.

Na outra ponta da lista, considerado o país mais infeliz do mundo, está o Afeganistão, seguido de Zimbábue, Ruanda, Botswana e Lesoto.

O Brasil caiu três posições em relação à pontuação de 2017 a 2019, saindo da 32ª para a 35ª posição.

Normalmente, o relatório compila dados dos três anos anteriores de pesquisas, para aumentar o tamanho da amostra. Porém, em 2020, devido ao impacto da pandemia de covid-19, um outro ranking também foi divulgado, comparando os últimos resultados apenas aos do ano passado. Nesta comparação, a queda do Brasil é de nove posições e o país fica em 41ª lugar.

No entanto, as coisas melhoraram para 22 nações. Vários países asiáticos se saíram melhor do que no ranking do ano passado. A China, por exemplo, saltou dez posições, do 94º para o 84º lugar.

Para chegar à pontuação, residentes dos países são questionados sobre o seu próprio nível de felicidade e as respostas são cruzadas com seis fatores: Produto Interno Bruto (PIB), expectativa de vida, suporte social, liberdade para fazer escolhas, generosidade e percepção da corrupção.

Os autores explicaram que, este ano, houve uma "frequência significativamente maior de emoções negativas" em pouco mais de um terço dos países, provavelmente devido aos efeitos da pandemia.

"Surpreendentemente, não houve, em média, um declínio no bem-estar quando medido pela avaliação das próprias pessoas sobre suas vidas", disse John Helliwell, um dos autores. "Uma possível explicação é que as pessoas veem a covid-19 como uma ameaça externa comum, que afeta a todos, e isso gerou um maior senso de solidariedade", explicou.

A Finlândia obteve uma classificação muito alta "em medidas de confiança mútua que ajudaram a proteger vidas durante a pandemia", de acordo com o estudo.

Apesar de seus longos invernos e da fama dos seus habitantes, considerados pouco expansivos, a Finlândia goza de um padrão de vida muito elevado, serviços públicos eficientes e muitas florestas e lagos. O país também está muito bem posicionado em termos de solidariedade e na luta contra a pobreza e as desigualdades.

A nação nórdica de 5,5 milhões de habitantes é considerada um sucesso na Europa na gestão da pandemia e registrou pouco mais de 70 mil casos de covid-19 e 805 mortes devido à doença, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

Os países nórdicos destacam-se no ranking há anos. Antes da Finlândia, a Noruega venceu em 2017, e a Dinamarca ocupou o primeiro lugar por muito tempo.

le (ots)