Fed aumenta taxa básica de juros nos EUA | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 13.06.2018
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Economia

Fed aumenta taxa básica de juros nos EUA

Índice passa para faixa de 1,75% a 2% e sobe pela segunda vez em 2018. Banco central americano ainda melhora previsão de crescimento econômico do país e estima desemprego em 3,6% – nível que não se via há 49 anos.

Sede do banco central americano, ou Fed, em Washington

Sede do banco central americano, ou Fed, em Washington

O banco central dos Estados Unidos – Federal Reserve, ou Fed – anunciou nesta quarta-feira (13/06) um aumento da taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 1,75% e 2%. É a segunda alta neste ano.

Em comunicado, o Fed justificou a decisão, unânime, com uma queda no desemprego, um aumento dos gastos e uma alta da inflação, em linha com a meta das autoridades monetárias.

"As informações recebidas desde maio indicam que o mercado de trabalho continuou se fortalecendo e que a atividade econômica aumentou em um ritmo sólido", diz o texto, emitido após a reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que dirige a política monetária no país.

O banco prevê um total de quatro aumentos dos juros neste ano, mais do que os três anunciados anteriormente, o que fortaleceria ainda o dólar no âmbito internacional. Para 2019, a previsão é que a taxa seja elevada três vezes e, para 2020, mais uma.

Depois de manter a taxa num valor próximo de zero durante sete anos, o Fed decidiu aumentá-la pela primeira vez, em 0,25 ponto percentual, em dezembro de 2015. A última alta havia sido em março, também de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 1,5% a 1,75%.

Inflação e desemprego

Nesta quarta-feira, o banco central americano também melhorou a previsão de crescimento econômico dos EUA neste ano para 2,8% – ante os 2,7% calculados em março –, e previu que a inflação fechará 2018 em 2,1%, em vez de 1,9%, como analisou três meses atrás.

Para 2019, o Fed manteve a previsão de crescimento em 2,4%. Já a estimativa de inflação para o próximo ano foi elevada de 2% para 2,1%.

Segundo analistas, os gastos dos consumidores e das empresas estão alimentando a economia americana, em parte como resultado do corte de impostos que o presidente Donald Trump impôs ao Congresso americano no final do ano passado.

Segundo a instituição, o índice de desemprego, por sua vez, continuará em um nível próximo ao pleno emprego. A taxa, que está em 3,8%, deve cair para 3,6% até o final do ano, e para 3,5% em 2019 e 2020 – níveis que não eram registrados há 49 anos.

EK/LPF/ap/dpa/efe/ots

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