Fachin mantém Janot na investigação contra Temer | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 30.08.2017
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Brasil

Fachin mantém Janot na investigação contra Temer

Ministro do STF nega pedido de defesa do presidente para afastar procurador-geral da República do caso e afirma não ver indícios de parcialidade em atuação de Janot.

Defesa de Temer alegou imparcialidade de Janot no pedido de suspeição

Defesa de Temer alegou imparcialidade de Janot no pedido de suspeição

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin negou nesta quarta-feira (30/08) o pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar em investigações relacionadas ao presidente. A petição foi feita pela defesa de Michel Temer.

Na decisão, Fachin entendeu que não houve indícios de parcialidade de Janot durante as investigações contra o presidente e, por isso, o pedido para afastá-lo não é justificado.

"As alegações exteriorizadas pela defesa não permitem a conclusão da existência de relação de inimizade capital entre o presidente da República e o procurador-geral da República ", destacou Fachin.

O advogado do presidente, Antonio Mariz, entrou com a petição no início de agosto acusando Janot de parcialidade nas investigações.  "Parece pouco interessar ao procurador se o alvo a ser atingido, além da pessoa física de Michel Temer, é a instituição Presidência da República; as instituições republicanas; a sociedade brasileira ou a nação”, alegou.

Temer passou a ser investigado por Janot após a delação premiada dos executivos da JBS. Além dos depoimentos de diretores, Joesley Batista, um dos proprietários da empresa, gravou uma conversa com o presidente.

No diálogo, teriam sido mencionados supostos crimes praticados por políticos. Na mesma ocasião, Temer também indicou o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures para ser o interlocutor entre o empresário e o Planalto. Posteriormente, Loures recebeu uma mala contendo 500 mil reais em propina entregue em abril por um diretor da JBS. O destinatário do dinheiro seria o presidente.

O embate entre Janot e o presidente se agravou em junho, quando o procurador-geral enviou uma denúncia ao Supremo acusando o mandatário pelo crime de corrupção passiva.

A primeira denúncia contra Temer foi barrada no início de agosto pela Câmara dos Deputados. O presidente era investigado ainda por formação de quadrilha e obstrução da Justiça. Estima-se que o procurador apresentará uma segunda denúncia antes de deixar o cargo, em 17 de setembro.

CN/abr/ots

Leia mais