Facebook bane grupos britânicos de extrema direita | Notícias internacionais e análises | DW | 18.04.2019
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Mundo

Facebook bane grupos britânicos de extrema direita

Sob acusação de promover ódio e violência nas redes sociais, agremiações e seus líderes são expulsos da plataforma e também do Instagram, que pertence à gigante da mídia social. Deputada critica medida como tardia.

Página no Facebook do grupo extremista Britain First

Página no Facebook do grupo extremista Britain First, um dos banidos pela rede

O gigante da mídia social Facebook baniu de sua plataforma nesta quinta-feira (18/04) vários grupos britânicos de extrema direita, acusando-os de promover ódio e violência nas redes sociais.

A medida, que se aplica também ao Instagram, inclui a English Defence League (EDL) e seu fundador, Paul Ray.

Outros grupos também banidos são o Knights Templar International, juntamente com seu iniciador, Jim Dowson; o Britain First e seu líder, Paul Golding; e a ex-vice-líder do grupo, Jayda Fransen; o British National Party (BNP) e seu ex-líder, Nick Griffin. Também foram banidos o National Front e seu líder Tony Martin, além de Jack Renshaw, neonazista que tentou assassinar um deputado do Partido Trabalhista britânico.

A plataforma baniu os grupos por violarem sua política, que proíbe "atividades terroristas, ódio organizado, assassinatos em massa ou em série, tráfico de seres humanos, violência organizada ou atividades criminosas".

"Indivíduos e organizações que espalham o ódio ou atacam ou pedem a exclusão de outros com base em quem eles são não têm lugar no Facebook", disse uma porta-voz da empresa.

"Banimos aqueles que proclamam uma missão violenta ou odiosa ou estão envolvidos em atos de ódio ou violência. Postagens e outros conteúdos que expressem elogios ou apoio a essas figuras e grupos também serão banidos", prosseguiu.

"Este banimento já chegou bastante atrasado", criticou a parlamentar Yvette Cooper, presidente do comitê de assuntos internos do Parlamento britânico. "Há tempo demais, as empresas de mídia social têm facilitado o conteúdo extremista e de ódio online, lucrando com o veneno", acrescentou.

"Elas [as redes sociais] fracassaram particularmente com o extremismo de direita, já que sequer têm os mesmos sistemas de coordenação para que as plataformas trabalhem juntas, como fazem no caso do extremismo islâmico", frisou.

Outras figuras controversas, como o ativista de extrema direita Tommy Robinson, já foram banidas pela rede social.

MD/afp/ots

______________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 
WhatsApp | App | Instagram | Newsletter

Leia mais