Ex-terrorista da RAF ainda crê na ″derrota dos planos do capital″ | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 26.02.2007
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Alemanha

Ex-terrorista da RAF ainda crê na "derrota dos planos do capital"

Em carta aberta, Christian Klar louva os "esforços socialistas" na América do Sul e prova que se mantém fiel aos ideais pelos quais está preso há 24 anos. As declarações provavelmente prejudicarão seu pedido de indulto.

Christian Klar (foto de 1992)

Christian Klar (foto de 1992)

O ex-terrorista da Facção do Exército Vermelho (RAF) Christian Klar continua acreditando numa "derrota dos planos do capital". Como revelou a emissora de televisão pública ARD, a declaração consta de uma mensagem de saudação à Conferência Rosa Luxemburgo.

O ex-terrorista apresentou recentemente um pedido de indulto ao presidente alemão, Horst Köhler. Ele está preso há 24 anos por múltiplo homicídio. Como o prazo mínimo de detenção se encerra em janeiro de 2009, ele vem sendo preparado para um relaxamento da pena.

Louvor à América do Sul

Na mensagem aberta de 13 de janeiro de 2007, Klar expressa a esperança de que haja chegado o tempo de "completar a derrota dos planos do capital e de abrir a porta para um outro futuro".

Ele condena ainda a "aliança imperial" na Europa, que "se dá o direito de punir a partir dos céus qualquer nação da Terra que se oponha à sua visão de partilha de lucros, transformando toda forma de vida social [da nação opositora] num monte de destroços".

O ex-terrorista louvou os esforços socialistas de alguns Estados sul-americanos. Ao contrário da Europa, "após duas décadas de socialmente aniquiladoras receitas da classe proprietária internacional, nestes faz-se finalmente valer os direitos das massas e além disso se trabalha por uma perspectiva".

Incorrigível

O criminologista Helmut Kury, de Freiburg, mostrou-se surpreso com o texto. A serviço da Secretaria de Justiça do estado de Baden-Württemberg, ele apresentara um parecer positivo sobre Christian Klar.

Na opinião de Kury, a divulgação do documento certamente não o ajudará no pedido de clemência. "Qualquer cidadão normal que ouça isto dirá, 'este é um incorrigível, não progrediu'. Espera-se um certo arrependimento ou desculpas, como sempre diz a mídia. A mensagem aponta antes na direção contrária", comentou o criminologista.

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