Ex-policial acusado pela morte de George Floyd é solto | Notícias internacionais e análises | DW | 07.10.2020

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Estados Unidos

Ex-policial acusado pela morte de George Floyd é solto

Derek Chauvin pagou fiança de US$ 1 milhão para aguardar julgamento em liberdade. Morte de afro-americano desencadeou intensos protestos antirracistas nos EUA.

USA Minneapolis Polizei |Tod eines Schwarzen Mannes (AFP/Facebook/Darnella Frazier)

Derek Chauvin, durante a abordagem policial que resultou na morte de Floyd. Imagens incendiaram debate sobre racismo e violência policial nos EUA

O ex-policial Derek Chauvin, principal acusado pela morte do afro-americano George Floyd, foi solto nesta quarta-feira (07/10) após o pagamento de 1 milhão de dólares (R$ 5,6 milhões) de fiança.

Chauvin, de 44 anos é alvo de uma ação penal por homicídio. Ele deve ser julgado em março junto com três de seus ex-colegas, acusados de terem atuado como cúmplices.

O ex-policial deixou a cadeia sob condições: não poderá voltar a trabalhar na área de segurança pública, terá de abrir mão de suas licenças para usar armas de fogo e não poderá se aproximar da família de Floyd.

A morte de Floyd, em 25 de maio, desencadeou a maior mobilização antirracista nos Estados Unidos desde o movimento pelos direitos civis na década de 1960.

Chauvin, que atuava como policial em Minneapolis, foi filmado ajoelhado no pescoço de George Floyd por quase nove minutos. Ele e seus colegas haviam abordado Floyd depois que o atendente de uma loja acionou a polícia, acusando o afro-americano de tentar comprar cigarros com uma nota falsa de 20 dólares.

Pessoas que passavam pelo local filmaram a cena. As imagens provocaram repúdio generalizado em todo o mundo. Floyd morreu em um hospital pouco depois.

Chauvin foi preso quatro dias depois da morte de Floyd. Ele e seus colegas foram expulsos da polícia de Minneapolis.

Os outros três ex-policiais do caso – Alexander Kueng, Thomas Lane e Tou Thao – já haviam deixado a prisão há algumas semanas após também pagarem fiança.

Não foi divulgado inicialmente como Chauvin reuniu o valor necessário para cobrir sua fiança de 1 milhão de dólares.

Se condenado, ele pode ser sentenciado até 40 anos de prisão. Oficialmente, Chauvin é acusado de homicídio em segundo grau (assassinato intencional não premeditado) e assassinato em terceiro grau (quando o responsável pela morte atuou de forma imprudente).

Os quatro acusados vêm pedindo a retirada das acusações, alegando que usaram uma força razoável contra Floyd, que resistiu à prisão. George Floyd está "morto provavelmente por uma overdose de fentanil", disse o advogado de Derek Chauvin, segundo as atas judiciais.

Este argumento gerou indignação na família Floyd. "Isso é uma loucura", disse seu sobrinho Brandon Williams. "Ele morreu por causa de um joelho em seu pescoço, é o que a autópsia diz", acrescentou seu irmão Philonise Floyd.

JPS/afp/ots

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