Ex-diretor da Volkswagen é preso na Alemanha | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 28.09.2017
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Economia

Ex-diretor da Volkswagen é preso na Alemanha

Ele estaria envolvido no escândalo de manipulações de emissões de motores a diesel. É a primeira vez que um representante do alto escalão da montadora é preso na investigação.

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Volkswagen admitiu manipulação nas emissões de motores a diesel

Um ex-diretor da montadora Volkswagen, suspeito de envolvimento no escândalo de manipulação de motores a diesel, foi detido pela polícia de Munique nesta quarta-feira (27/09), afirmaram o jornal alemão Süddeutsche Zeitung e as emissoras NDR e WDR nesta quinta. Essa é a primeira vez que uma pessoa ligada ao alto escalão da montadora alemão é presa na investigação.

O ex-diretor detido seria Wolfgang Hatz, que foi chefe do departamento de desenvolvimento de motores da Audi entre 2001 e 2007. Depois da passagem pela Audi, Hatz assumiu um cargo de direção na Volkswagen e em 2011 foi nomeado para liderar o setor de pesquisa e desenvolvimento da Porsche.

As autoridades cumpriram ainda dois mandatos de busca e apreensão. A Volkswagen não quis comentar a prisão.

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Saiba como foi descoberta a fraude da Volks

A prisão de Hatz abre um novo capítulo no escândalo. O ex-diretor seria um dos homens de confiança do ex-presidente da Volkswagen Martin Winterkorn, que renunciou em setembro de 2015 em meio ao escândalo de emissões.

Segundo o Süddeutsche Zeitung, Hatz pode ter tido um papel importante nas manipulações. Logo após a revelação do esquema, em setembro de 2015, ele foi afastado temporariamente da Porsche. Em 2016, ele e a montadora chegaram a um acordo sobre sua rescisão de contrato. Na época, a empresa afirmou que uma investigação interna revelou que Hatz não estaria envolvido no escândalo.

Numa investigação nos Estados Unidos, porém, Hatz seria suspeito de participar da manipulação. Para os investigadores americanos, ele teria ao menos conhecimento do esquema.

O escândalo das manipulações veio à tona em 2015, após a agência de proteção ambiental dos EUA detectar alterações nos dados relativos a poluentes em motores a diesel. Os Estados Unidos acusaram a montadora de ter criado um esquema para enganar as agências reguladoras e seus clientes por meio de um software para adulterar os resultados de testes de emissão de gases tóxicos. Em setembro de 2015, a montadora admitiu a fraude.

O escândalo manchou a imagem da Volkswagen, com a revelação de que a empresa teria burlado testes de emissão em 11 milhões de veículos mundo afora. Além de investigações na Alemanha, a empresa enfrentou um processo nos Estados Unidos que lhe rendeu multas no total de 4,3 bilhões de dólares

CN/efe/dpa/ots

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