Ex-assessor de Trump busca imunidade para testemunhar | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 31.03.2017
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Mundo

Ex-assessor de Trump busca imunidade para testemunhar

Michael Flynn é investigado por relações com Moscou durante campanha presidencial de 2016. Ele estaria em contato com os comitês de inteligência da Câmara e do Senado americano para testemunhar.

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"O general Flynn certamente tem uma história para contar, e ele quer muito dizê-la", diz seu advogado, Robert Kelner

Michael Flynn, ex-conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, está em discussões com os comitês de inteligência da Câmara e do Senado americano para testemunhar, em troca de imunidade, sobre possíveis laços entre a campanha eleitoral do republicano e a Rússia, comunicou seu advogado na noite de quinta-feira (30/03).

"O general Flynn certamente tem uma história para contar, e ele quer muito dizê-la, caso as circunstâncias permitam", disse o advogado Robert Kelner, em comunicado.

As relações de Flynn com a Rússia estão sendo investigadas pelo FBI (a polícia federal americana) e os comitês de inteligência em ambas as Casas do Congresso. As investigações analisam uma suposta interferência da Rússia nas eleições americanas do ano passado e possíveis laços entre a campanha de Trump e o Kremlin.

Segundo o advogado, Flynn "é agora o alvo de demandas públicas infundadas por membros do Congresso e outros políticos para que ele seja investigado criminalmente".

Mas Kelner acrescenteou que Flynn não se "submeteria a questionamentos num ambiente altamente politizado, de caça às bruxas, sem garantias contra acusações injustas". O advogado, porém, não mencionou o FBI.   

Kelner divulgou o comunicado depois que o jornal americano Wall Street Journal reportou que Flynn está buscando imunidade junto ao FBI e ao Congresso americano.

O comitê de inteligência da Câmara desmentiu a reportagem. No entanto, em declaração à agência de notícias AP, um assessor do Congresso confirmou, sob condição de anonimato, que houve discussões com o comitê de inteligência do Senado sobre imunidade.

Em fevereiro, Flynn foi forçado a renunciar por não ter revelado conversas que teve com o embaixador russo nos Estados Unidos, Sergei Kisylak, sobre sanções americanas a Moscou. Na época das conversações, Flynn era o conselheiro de segurança nacional na campanha presidencial de Trump.

Moscou nega qualquer papel numa suposta manipulação da eleição dos EUA. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, inclusive fez uso de uma citação famosa do ex-presidente americano George H. W. Bush em 1988, dando erroneamente sua autoria a Ronald Reagan, para negar as alegações: "Ronald Reagan uma vez, ao discutir impostos, dirigiu-se aos americanos com um 'leiam meus lábios: não'. Portanto, leiam meus lábios: não!", repetiu em inglês.

O governo Trump acusa democratas de perseguir uma investigação politicamente motivada porque perderam a eleição.

Durante a corrida presidencial de 2016, Flynn disse ser inaceitável que alguns assessores da candidata Hillary Clinton pedissem imunidade em troca de fornecer informações sobre um servidor privado de e-mails usado enquanto a democrata era secretária de Estado.

"Quando você recebe imunidade, significa que você provavelmente cometeu um crime", disse Flynn à emissora NBC News, em setembro.

PV/afp/ap/rtr

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