Evo Morales volta à Bolívia | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 09.11.2020

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

América Latina

Evo Morales volta à Bolívia

Retorno ocorre um dia após a posse de Luis Arce, que marcou a volta ao poder do MAS. Morales passou quase um ano exilado na Argentina depois de renunciar acusado de fraude eleitoral.

Evo Morales cercado por apoiadores

Morales foi recebido por multidão em Villazón

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales voltou nesta segunda-feira (09/11) ao país natal, após ficar cerca de um ano exilado na Argentina. Seu retorno ocorreu um dia depois da posse do esquerdista Luis Arce, que marcou a volta ao poder do Movimento ao Socialismo (MAS).

Morales voltou à Bolívia junto com Álvaro García Linera, que foi seu vice-presidente durante os 13 anos que comandou o país, e de vários ex-ministros do seu governo. O ex-presidente cruzou a fronteira a pé com a Argentina na cidade boliviana de Villazón e foi recebido por uma multidão.

O ex-líder boliviano foi acompanhado pelo presidente argentino, Alberto Fernández, que se despediu de Morales na fronteira entre os dois países.

Morales liderou uma grande carreata, que reuniu grande número de pessoas ainda em La Quiaca, na Argentina, país onde o antigo mandatário chegou em 12 de dezembro, após uma passagem de cerca de um mês pelo México. A carreata seguirá para Chimoré, onde chegará na quarta-feira

Evo Morales caminha ao lado do presidente argentino, Alberto Fernández

Presidente argentino caminhou com Morales até a fronteira

Chimoré foi a cidade de onde, em 11 de novembro de 2019, o ex-presidente embarcou rumo ao México, um dia após renunciar à presidência por pressão dos militares e de setores conservadores, que o acusaram de fraude eleitoral no pleito presidencial de outubro de 2019.

Na época, Morales havia sido declarado vencedor das eleições, obtendo um quarto mandato consecutivo, mas a oposição fez diversas denúncias de fraude e conseguiu anular o pleito e implementar um governo interino. O ex-presidente sempre negou as acusações.

Após sua renúncia, ele deixou o país e um mandado de prisão contra ele foi emitido em dezembro por crimes de terrorismo e sedição. A promotoria boliviana também abriu outro processo por suposta fraude eleitoral. As acusações foram apresentadas pelo governo transitório de Jeanine Áñez, instalado após a queda do ex-presidente.

Morales e seu partido, o MAS, sempre rejeitaram as acusações e alegaram que os processos judiciais tiveram motivação política. No final de outubro deste ano, a Justiça boliviana anulou a ordem de prisão.

A anulação da ordem de prisão ocorreu pouco mais de uma semana depois de seu aliado Luis Arce, sucessor de Morales como líder do MAS, ter conquistado uma vitória esmagadora nas eleições presidenciais bolivianas, em 18 de outubro.

CN/efe/lusa