EUA vão reforçar presença militar na Polônia | Notícias internacionais e análises | DW | 23.09.2019
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Mundo

EUA vão reforçar presença militar na Polônia

Trump anuncia mais mil soldados para contingente de 4.500 militares que atuam em sistema de rodízio no país do leste europeu. Medida é prêmio de consolação para poloneses, que esperavam instalação de uma base permanente.

Polen Ankunft US-Infanterie (Getty Images)

Tropas americanas na Polônia. EUA aumentaram presença na região, mas ainda evitam instalar base permanente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23/09) que seu país reforçará a presença militar na Polônia com mil soldados adicionais, que devem ser deslocados de contingentes que atualmente estão baseados na Alemanha.

O anúncio foi feito durante um encontro entre Trump e o presidente da Polônia, Andrzej Duda, que ocorreu paralelamente aos eventos que precedem a Assembleia Geral das Nações Unidas. 

Atualmente, os Estados Unidos têm 4.500 soldados em um esquema de rodízio na Polônia. Apesar da presença crescente no país do leste europeu, Trump tem frustrado os poloneses, que desejam a instalação de uma grande base permanente dos americanos em seu território – algo que com toda a probabilidade aumentaria a tensão com a Rússia, que compartilha fronteira com a Polônia.

O polonês Duda foi diplomático quando questionado por jornalistas após o encontro sobre quantas tropas americanas ele gostaria de ver estacionadas na Polônia, respondendo que isso "sempre depende dos Estados Unidos".

"Ele gostaria de 250 mil soldados", brincou Trump.

Nesta segunda-feira, Trump também garantiu que o aumento do número de tropas em esquema de rodízio na Polônia não tem o objetivo de contrabalançar uma possível ameaça da Rússia. 

Após o encontro, Trump também aproveitou para lançar novas farpas contra a Alemanha, que tem cerca de 35 mil solados americanos em seu território.

Durante sua fala, o presidente dos EUA criticou o que chamou de dependência alemã em relação à energia russa.

"Isso realmente faz da Alemanha um refém da Rússia", disse ele, sugerindo estar considerando sanções destinadas a bloquear o novo gasoduto Nord Stream 2, um projeto em andamento que vai levar gás da Rússia diretamente para a Alemanha sem passar pelo território polonês por meio de dutos instalados no fundo do Mar Báltico.

"Eu vou lhe dizer com veemência que acho que a Alemanha está cometendo um erro tremendo ao confiar tanto nesse gasoduto", disse Trump. "Estamos protegendo a Alemanha da Rússia e a Rússia está recebendo bilhões e bilhões de dólares em dinheiro da Alemanha", completou.

JPS/afp/dpa

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