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EUA mataram líder da Al Qaeda no Iêmen, diz Trump

7 de fevereiro de 2020

Presidente afirma que operação antiterrorismo resultou na morte de Qassim al-Rimi, cofundador de ramificação considerada uma das mais perigosas da Al Qaeda. Rimi reivindicou ataque a base aérea dos EUA.

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À esquerda, foto não datada de Qassim Al-Raimi. As cores pálidas mostram uma foto 3x4 com os cabelos pretos e curtos de Raimi e seu rosto sério apenas com um bigode e uma barba curta no queixo. A foto da direita mostra Al-Raimi provavelmente num pronunciamento em vídeo, com barba longa cobrindo a parte inferior do rosto. Sua cabeça está coberta com um lenço árabe branco e vermelho. A combinação de fotos foi divulgada em 2009
Qassim al-Rimi fundou Al-Qaeda na Península Arábica (Aqap)Foto: picture-alliance/dpa/Epa

O presidente americano, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (06/02) que os Estados Unidos realizaram uma operação antiterrorismo no Iêmen que resultou na morte de Qassim al-Rimi, um líder da organização jihadista Al Qaeda que reivindicou o ataque a tiros contra a base aérea de Pensacola em dezembro passado. Na ocasião, um piloto saudita em treinamento matou três americanos no local.

Rimi é um dos fundadores da Al Qaeda na Península Arábica (Aqap, na sigla em inglês). Este braço é considerado um dos mais perigosos da rede jihadista global, fundada por Osama bin Laden, devido a suas tentativas de realizar ataques em solo americano. Segundo Trump, os Estados Unidos e seus aliados estão mais seguros com a morte de Rimi.

"Continuaremos protegendo o povo americano perseguindo e eliminando terroristas que tentam nos fazer mal", disse Trump, que, apesar de confirmar a morte, não deu detalhes sobre quando a operação foi realizada nem como.

Num vídeo de 18 minutos, Rimi havia declarado que a Aqap foi responsável pelo ataque a tiros na base aérea, ocorrido no último dia 6 de dezembro. Ele chamou o atirador, o piloto da Força Aérea Saudita Mohammed Alshamrani, de "cavaleiro corajoso" e de "herói".

Alshamrani abriu fogo dentro de uma sala de aula na base, matando três pessoas e ferindo dois policiais antes que um deles o executasse após troca de tiros. Outras oito pessoas também ficaram feridas.

O ataque atraiu atenção pública para a presença de estudantes estrangeiros em programas de treinamento militares dos EUA, e expôs problemas na checagem dos alunos. Em janeiro, os EUA enviaram de volta à Arábia Saudita 21 estudantes militares dizendo que os cadetes haviam publicado posts antiamericanos em redes sociais ou "tiveram contato com pornografia infantil", incluindo salas de conversas na internet.

O anúncio de Trump confirmou indícios anteriores de Rimi havia sido morto. No final de janeiro, um suposto ataque americano por drones em Marib destruiu um edifício que abrigava militantes da Al Qaeda no leste do Iêmen. No dia 1º de fevereiro, Trump retuitou vários tuítes e matérias da imprensa que pareciam confirmar que o ataque havia resultado na morte de Rimi. Agências de notícias não conseguiram confirmar a informação.

RK/ap/rtr

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