EUA impõem novas sanções contra altos funcionários da Venezuela | Notícias internacionais e análises | DW | 09.11.2017
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Mundo

EUA impõem novas sanções contra altos funcionários da Venezuela

Integrantes do Conselho Nacional Eleitoral e ministros estão entre os dez sancionados. Estados Unidos dizem que medida é resposta a corrupção e abuso de poder praticados pelo governo de Nicolás Maduro.

Nicolás Maduro

Mais dez pessoas ligadas ao chavismo entram na lista de sancionados pelos EUA, que já incluía Maduro

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs nesta quinta-feira (09/11) novas sanções econômicas contra dez integrantes e ex-membros do governo de Nicolás Maduro. Os EUA afirmaram que a medida é uma "resposta a corrupção e abuso de poder praticados na Venezuela".

"Como o governo venezuelano continua a ignorar o desejo de sua população, nossa mensagem permanece clara: os Estados Unidos não vão ficar parados enquanto o regime de Maduro destrói a ordem democrática e a prosperidade na Venezuela", afirmou o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, em comunicado.

Entre os sancionados, estão os membros da direção do Conselho Nacional Eleitoral, Socorro Hernández e Sandra Oblitas, o ex-ministro de Comunicação e Informação Ernesto Villegas, e os ministros do Despacho da Presidência, Jorge Márquez Monsalve, e de Agricultura Urbana, Freddy Bernal.

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"Venezuela está vivendo uma ditadura", diz ex-procuradora-geral

O Departamento do Tesouro destacou que todos os sancionados tiveram um papel para prejudicar o processo eleitoral, censurar a imprensa ou estão envolvidos com corrupção em programas de abastecimento do governo.

"Manteremos nossos esforços vigorosos para sancionar funcionários do governo venezuelano que são cúmplices das tentativas de Maduro para minar a democracia, violar os direitos humanos, acabar com a liberdade de expressão ou assembleias pacíficas, além dos envolvidos em corrupção pública", acrescentou Mnuchin.

Leia maisO dilema de aplicar sanções econômicas à Venezuela

O Departamento do Tesouro disse ainda que as sanções foram impostas depois das eleições regionais do mês passado, que considerou fraudulentas. Em 15 de outubro, os venezuelanos foram às urnas escolher os novos governadores. Na votação, o chavismo venceu em 18 dos 23 estados. A oposição denunciou irregularidades no processo. 

Os EUA afirmaram também que essas eleições foram "caracterizadas por inumeráveis irregularidades, que sugerem fortemente que a fraude ajudou o partido do governo a ganhar de maneira inesperada a maioria dos governos".

As sanções incluem o congelamento de todos os bens do grupo em território americano e a proibição de realizar transações financeiras com cidadãos e instituições dos Estados Unidos.

Após o anúncio de Washington, o governo venezuelano afirmou que as novas sanções seriam "imperialistas, absurdas e desesperadas" e acusou os EUA de promover a desestabilização e violência no país.

Pressão contra Maduro

Os Estados Unidos vêm anunciando uma série de medidas restritivas contra a Venezuela desde julho, incluindo sanções econômicas diretas contra Maduro, além de altos funcionários do governo da Venezuela ou pessoas próximas, como Adán Chávez, irmão do ex-presidente Hugo Chávez.

Washington ampliou ainda mais lista de sancionados depois que Maduro dissolveu o parlamento, de maioria oposicionista, e estabeleceu a Assembleia Constituinte. Mais de 10 funcionários do governo já haviam sido sancionados, entre eles a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, e o ministro do Interior e Justiça, Néstor Reverol.

Maduro está sob pressão internacional após a convocação da Assembleia Nacional Constituinte, que vai redefinir a Constituição da Venezuela, de 1999, e é denunciada pela oposição como o último passo do governo para consumar uma ditadura. Diversos países, incluindo os Estados Unidos, se recusaram a reconhecer o órgão como legítimo.

CN/efe/lusa/ap/afp

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