EUA e países europeus expulsam diplomatas russos | Notícias internacionais e análises | DW | 26.03.2018
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Mundo

EUA e países europeus expulsam diplomatas russos

Em resposta a ataque a ex-espião russo no Reino Unido, EUA anunciam medida contra 60 representantes da Rússia. Decisão semelhante é tomada por 16 países da União Europeia, incluindo Alemanha, Polônia e França.

Embaixada russa nos EUA

Embaixada russa nos EUA

Em reação ao envenenamento no Reino Unido do ex-espião russo Serguei Skripal, os Estados Unidos decidiram expulsar 60 diplomatas da Rússia e fechar o consulado do país em Seattle, afirmou o governo americano nesta segunda-feira (26/03). Medidas semelhantes foram anunciadas por 16 países da União Europeia (UE), além de Canadá, Ucrânia, Noruega e Austrália.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que as medidas, parte de uma ação coordenada contra Moscou, foram tomadas "em resposta ao uso da Rússia de uma arma química de nível militar no solo do Reino Unido". Trata-se da ação mais dura já anunciada pelo governo do presidente Donald Trump contra a Rússia. 

Funcionários do governo dos EUA afirmaram que 48 "conhecidos agentes de inteligência" que trabalham nos EUA e 12 outros na missão russa da ONU têm agora sete dias para deixar o país.

Segundo o governo americano, o consulado russo em Seattle será fechado por ser usado para ações de espionagem contra a base naval da Marinha americana de Kitsap e a Boeing.

A Casa Branca diz que as expulsões "tornarão os EUA mais seguros". Sanders afirmou em comunicado que a medida irá reduzir "a capacidade da Rússia de espionar americanos e a conduzir operações encobertas que ameacem a segurança nacional dos EUA".

O Canadá também anunciou expulsões. A medida afeta quatro oficiais russos de inteligência que servem na embaixada em Ottawa e no consulado em Montreal e três outros que se candidataram para trabalhar no país.

"Os quatro usaram seu status diplomático para minar a segurança do Canadá ou interferir na democracia do Canadá", afirmou a ministra do Exterior canadense, Chrystia Freeland, em comunicado. Ela disse que as solicitações para os outros três serão negadas.

Solidariedade ao Reino Unido

Na UE, segundo o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, não são descartados passos adicionais, como mais expulsões, a serem anunciados nos próximos dias. Alemanha, França, Polônia, Lituânia, República Tcheca e Itália estão entre os países que anunciaram expulsões de diplomatas russos.

A Alemanha decidiu expulsar quatro diplomatas russos. A decisão de Berlim foi baseada, por um lado, na solidariedade ao Reino Unido e, por outro, na recusa de Moscou em colaborar para o esclarecimento sobre o uso de armas químicas em território britânico. 

A Alemanha disse que a medida também é uma resposta a um ataque cibernético contra o Ministério do Exterior da Alemanha, que se acredita ter sido lançado a partir da Rússia.

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Depois do Reino Unido, países europeus expulsam diplomatas russos

A República Tcheca anunciou nesta segunda-feira a expulsão de três diplomatas russos. Polônia e França afirmaram que expulsarão quatro diplomatas cada um. A Lituânia também expulsou quatro diplomatas, e Itália e Holanda, dois diplomatas cada um. Finlândia e Estônia estão expulsando um diplomata russo cada.

O ministro do Exterior francês, Jean-Yves Le Drian, disse que o ataque de Salisbury foi "uma grave ameaça à nova segurança coletiva e às leis internacionais" e que estava agindo "em solidariedade a nossos parceiros britânicos".

A Ucrânia, que não é membro da UE, também anunciou a expulsão de 13 diplomatas russos. "A Rússia confirmou mais uma vez sua atitude desdenhosa não apenas em relação à soberania de Estados independentes, mas também com o valor da vida humana", disse o presidente ucraniano, Petro Poroshenko. "A Ucrânia sente isso todos os dias nas regiões ucranianas ocupadas da Crimeia e de Donbass."

Caso Skripal

O caso Skripal provocou uma severa crise diplomática entre Rússia e Reino Unido. O ex-espião russo, de 66 anos, e sua filha Yulia, de 33, permanecem internados em estado crítico, mas estável, desde que foram encontrados inconscientes, em 4 de março passado, num banco próximo a um parque na cidade de Salisbury. Moscou nega envolvimento no caso.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, elogiou as retaliações a Moscou anunciadas nesta segunda-feira. "Saudamos as ações de hoje de nossos aliados, que claramente demonstram que todos estamos ombro a ombro no envio de um sinal mais forte à Rússia, que não pode continuar a desrespeitar o direito internacional", afirmou a premiê.

O ministro do Exterior britânico, Boris Johnson, chamou a ação coordenada internacional de "a maior expulsão coletiva de funcionários de inteligência russos da história", além de classificar as expulsões de "uma resposta internacional extraordinária de nossos aliados", que visa mostrar que "a Rússia não pode desrespeitar regras internacionais impunemente".

Depois que o Reino Unido determinou a expulsão de 23 diplomatas russos, a Rússia respondeu com a mesma medida contra 23 diplomatas britânicos.

A Rússia anunciou que responderá às expulsões com medidas similares, a serem anunciadas nos próximos dias. "O princípio da reciprocidade vai valer em cada um dos casos", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, de acordo com a agência de notícias Tass.

MD/EK/afp/rtr/dpa

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