EUA e Japão endurecem retórica contra Coreia do Norte | Notícias internacionais e análises | DW | 31.07.2017
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Mundo

EUA e Japão endurecem retórica contra Coreia do Norte

Líderes dos dois países alertam para "ameaça grave e crescente" e pedem maior ação por parte da China. "Eles não fizeram nada por nós em relação à Coreia do Norte", diz Trump.

Foto divulgada pelo governo norte-coreano no dia 29 de julho de 2017 mostra lançamento de míssil intercontinental

Foto divulgada pelo governo norte-coreano no dia 29 de julho de 2017 mostra lançamento de míssil intercontinental

A Casa Branca informou neste domingo (30/01) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, consideram o programa de mísseis da Coreia do Norte uma ameaça "grave, crescente e direta", enquanto Seul alerta que Pyongyang estaria prestes a realizar um novo teste nuclear.

Em conversa telefônica realizada após o lançamento de um míssil balístico intercontinental (ICBM) norte-coreano na última sexta-feira, Trump e Abe alertaram que Pyongyang ameaça não apenas os EUA e o Japão, mas também outros países – próximos e distantes.

No telefonema de 50 minutos de duração, Abe e Trump se comprometeram a aumentar a pressão econômica e diplomática sobre o regime norte-coreano, além de convencer outros países para que façam o mesmo, segundo informou a Casa Branca.

O presidente americano reafirmou o compromisso de defender o Japão e a Coreia do Sul de quaisquer ataques e disse que, para tal, seu país disponibilizará a totalidade de seus recursos.

Abe concordou que os países devem agir de modo decisivo. "Concordei totalmente com o presidente Trump ao reconhecer que devemos adotar novas ações", disse o primeiro-ministro nesta segunda-feira.

"Fizemos esforços repetidos para resolver pacificamente a questão da Coreia do Norte, numa cooperação entre o Japão, os EUA e outros países, mas os norte-coreanos pisotearam esses esforços e agravaram unilateralmente a situação", disse Abe.

Os dois líderes reforçaram os pedidos para que a China e outros países se envolvam mais decisivamente na questão. "A China, Rússia e a comunidade internacional devem levar a sério esse fato inegável e aumentar a pressão", afirmou o premiê.

Pior meio do Twitter, Trump fez duras críticas a Pequim. "Nossos tolos líderes do passado permitiram que eles [os chineses] acumulassem centenas de bilhões de dólares por ano no comércio, mas eles não fizeram nada por nós em relação à Coreia do Norte", atacou o americano. "Não vamos deixar que isso continue. A China poderia resolver esse problema facilmente."

Seul alerta para "teste de maior poder explosivo"

Na última sexta-feira, a Coreia do Norte lançou com êxito o segundo míssil balístico intercontinental da sua história. O projétil Hwasong-14 voou durante 47 minutos, percorrendo 998 quilômetros e atingindo uma altitude máxima de 3.725 quilômetros antes de cair no Mar do Japão. O regime norte-coreano afirma que o míssil seria capaz de alcançar qualquer parte dos Estados Unidos.

O ministério da Defesa da Coreia do Sul alertou sobre a possibilidade de Pyongyang "testar sua ogiva nuclear e capacidades dos mísseis em um teste nuclear de maior poder explosivo". O órgão afirma que o país vizinho estaria pronto para fazê-lo a qualquer momento.

Os frequentes testes de mísseis realizados por Pyongyang acirraram as tensões na Península das Coreia e levaram Washington a ameaçar ataques preventivos contra a Coreia do Norte.

RC/lusa/dpa 

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