EUA e Europa: eleições põem relação bilateral à prova | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 18.10.2008
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Mundo

EUA e Europa: eleições põem relação bilateral à prova

Não importa quem ganhe as próximas eleições nos EUA: seja o republicano John McCain ou o democrata Barack Obama, o próximo presidente terá que normalizar as relações com a Europa. Quais são as expectativas de cada lado?

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Obama durante discurso em Berlim em julho

"Meu primeiro conselho ao novo presidente: coopere conosco", cobra Margot Wallström, vice-presidente da Comissão Européia. "O significado econômico de nossa relação é muito grande. Com quatro trilhões de dólares ao ano, a União Européia (UE) é o maior investidor em 45 estados norte-americanos. Disso dependem 40 milhões de empregos dos dois lados do Atlântico."

Wallström espera que o sucessor de George W. Bush assuma um compromisso com o livre comércio e contra o protecionismo – política mais próxima da linha defendida pelo candidato republicano, John McCain.

Margot Wallström

Margot Wallström

Engajamento europeu no Iraque?

Ambos candidatos já afirmaram apoiar a renúncia ao unilateralismo, postura que Wallström também exigiu durante um debate em Washington com a presença da ex-secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright. Mas isso também significa que tanto Barack Obama quanto John McCain cobrarão mais empenho por parte dos europeus.

"O próximo presidente exigirá da Europa um maior apoio no Iraque, também quanto ao conflito na Geórgia e ao relacionamento com a Rússia", previu a democrata Albright. Para ela, os europeus não poderão acreditar por muito mais tempo que os americanos assumirão o fardo principal, por exemplo na reconstrução do Iraque.

Segundo Albright, agora também interesses europeus estão em jogo e portanto é preciso que participem. Principalmente Barack Obama posicionaria o Afeganistão no centro do combate ao terrorismo internacional e cobraria um maior apoio da Europa. Do ponto de vista militar, trata-se de uma resposnabilidade da Otan, lembra Albright. Mas a reconstrução do país e, por exemplo, a construção de escolas seriam tarefas dos países da UE.

USA Parteien Demokraten Madeleine Albright

Madeleine Albright

"Grande apoio financeiro"

Wallström sinaliza que os países europeus estão preparados para uma presença a longo prazo no Afeganistão. "Já demos um grande apoio financeiro, o que pode ser objeto de discussão entre Estados Unidos e Europa. Mas estamos comprometidos com a missão no Afeganistão e a maior parte das tropas da Otan lá estacionadas são compostas por soldados europeus. Sabemos que precisamos nos concentrar nisso."

Segundo ela, Europa e EUA já possuem cooperações estreitas no combate ao terrorismo internacional, apesar das diferenças quanto à guerra no Iraque – pois, assim como os europeus evitam a expressão "guerra contra o terrorismo", continuará havendo desavenças acerca da proteção de dados, por exemplo quanto ao fornecimento de informações pessoais de passageiros aéreos.

Wallström também cobra que o novo presidente dos EUA combata o mal pela raiz. "Precisamos alcançar as metas do milênio, combater a probreza, a fome e a injustiça social e promover valores democráticos", cobra. "Pois em países democráticos não há fome."

Bom policial, mau policial

Com relação ao programa nuclear do Irã, Madeleine Albright possui idéias concretas de como poderia ser a política comum na era pós-Bush: "Os americanos oferecem incentivos e os europeus fazem pressão, assim inverteremos os papéis de bons e maus policiais. Mas devemos fazer isso juntos". A sugestão se aproxima mais da linha representa por Obama, que já anunciou sua disposição a negociar com o Irã.

US Truppen im Irak

Soldados norte-americanos no Iraque

E quanto aos cidadãos: como veriam uns aos outros? Os americanos, segundo Albright, veriam os europeus com bons olhos, embora haja vários pontos de conflito, como uma diferente política comercial e a questão do apoio. "Muitos americanos acham que os europeus deveriam fazer mais, por exemplo no Iraque, no Afeganistão, em missões de paz e nas Nações Unidas", explica.

Já Wallström salienta as semelhanças: "Temos o mesmo objetivo, que é um mundo pacífico e próspero. Queremos reforçar a democracia e os direitos humanos. Nos vemos como aliados, por mais que recentemente tenha havido conflitos e diferenças de opinião".

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