EUA desaconselham viagens a 80% dos países do mundo | Notícias internacionais e análises | DW | 20.04.2021

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Coronavírus

EUA desaconselham viagens a 80% dos países do mundo

Governo americano anuncia que ampliará lista de nações para as quais não é recomendado viajar devido à pandemia e menciona risco "sem precedentes". País já restringe viagens ao Brasil.

Aeroporto vazio nos Estados Unidos com uma grande bandeira americana

Governo pede que americanos que tenham feito planos de viagens internacionais reconsiderem sua decisão

O Departamento de Estado dos EUA informou na segunda-feira (19/04) que ampliará significativamente a lista de locais para os quais não recomenda viagens aos americanos, que passará a incluir cerca de 80% dos países do mundo.

Hoje há 34 países no nível 4, para os quais a recomendação é não viajar, incluindo Brasil, Argentina, Haiti, Rússia, Moçambique, Tanzânia, Quênia e Kosovo. Para chegar a 80% dos países do mundo, mais cerca de 130 países serão acrescentados à lista.

O governo americano afirmou haver um risco "sem precedentes" para os viajantes devido à pandemia de covid-19, mas disse que a mudança não significa uma reavaliação da situação sanitária de países específicos.

Segundo o Departamento do Estado, a ampliação ocorrerá na próxima semana e "reflete um ajuste" no seu sistema, que dará mais peso às avaliações epidemiológicas feitas pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Além da taxa de infecção, é considerada a disponibilidade local de testes e tratamento.

O órgão também pediu que os americanos que tenham feito planos de viagens internacionais reconsiderem sua decisão, mesmo que para países fora do nível 4.

A maioria dos americanos já está impedida de viajar para a maioria dos países da Europa devido a restrições ligadas à pandemia. O governo dos EUA também impede a entrada de praticamente todos os não cidadãos americanos que estiveram recentemente na maior parte da Europa, no Brasil, na China, na África do Sul e no Irã.

Viagens domésticas desestimuladas

No início de abril, o CDC disse que pessoas que concluíram sua vacinação contra a covid-19 poderiam viajar dentro dos Estados Unidos expostos a um "baixo risco", mas a diretora do órgão Rochelle Walensky desestimulou os americanos a fazerem isso por causa do ainda alto número de casos pelo país.

"Sabemos que neste momento temos um aumento no número de casos. Minha orientação é contrária a viagens em geral", afirmou Walensky. "Não estamos recomendando viagens neste momento, especialmente para indivíduos ainda não vacinados."

Vacinação acelerada

Os Estados Unidos são um dos países cuja campanha de vacinação avança com mais rapidez. No domingo, o CDC informou que quase 130 milhões de pessoas com 18 anos ou mais foram vacinadas com pelo menos uma dose até o momento, o que representa 50,4% de todos os adultos do país.

Cerca de 84 milhões, ou 32,5% da população adulta, já estão completamente imunizados – seja com as duas doses das vacinas que requerem duas aplicações, seja com uma dose única do imunizante da farmacêutica Johnson & Johnson.

Ao todo, os EUA aplicaram 109 milhões de doses da vacina da Pfizer-Biontech, 92 milhões de doses do imunizante da Moderna e 7,9 milhões da vacina de dose única da Johnson & Johnson.

bl/cn (Reuters, AP)

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