EUA denunciam interferência de Rússia e Irã nas eleições | Notícias internacionais e análises | DW | 22.10.2020

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Eleições americanas

EUA denunciam interferência de Rússia e Irã nas eleições

Segundo inteligência e FBI, países estão por trás de campanha para desestabilizar a democracia americana. Ações incluiriam e-mails com ameaças a eleitores.

Posto de votação antecipada em Ohio: sem indícios de fraude até o momento

Posto de votação antecipada em Ohio: sem indícios de fraude até o momento

O serviço nacional de inteligência dos Estados Unidos acusou nesta quarta-feira (21/10) o Irã e a Rússia de tentar influenciar a opinião pública americana e interferir nas eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 3 de novembro.

A acusação foi feita por John Ratcliffe, diretor de Inteligência Nacional, em raro pronunciamento à imprensa ao lado de Chris Wray, chefe do FBI (a polícia federal americana).

Ratcliffe citou especificamente o Irã, que segundo ele estaria por trás dos e-mails intimidatórios enviados a eleitores democratas registrados na Flórida e em outros estados-chave para a disputa presidencial.

Os e-mails, que circularam amplamente nas mídias sociais nos últimos dias, diziam: "Você vai votar em Trump nas eleições, ou nós vamos atrás de vocês". A mensagem é atribuída ao grupo Proud Boys, milícia neofascista e supremacista branca.

O chefe da inteligência americana disse que as mensagens têm como objetivo intimidar eleitores, incitar agitações sociais e deliberadamente prejudicar a campanha à reeleição de Donald Trump, ao ligar seu nome ao grupo racista.

Os democratas, porém, rejeitaram a ênfase de Ratcliffe de que o Irã estaria propagando desinformação para prejudicar diretamente Trump. Para a oposição, o chefe da inteligência é partidário. Ratcliffe é ex-congressista republicano, e seu trabalho é com frequência criticado pelos democratas.

Ratcliffe também disse que o Irã fez circular um vídeo implicando que eleitores poderiam enviar cédulas fraudulentas, inclusive de fora dos Estados Unidos.

Segundo ele, tanto o Irã quanto a Rússia procuram "comunicar informações falsas aos eleitores registrados" como objetivo de "causar confusão, semear o caos e minar a confiança na democracia americana".

"Estas ações são tentativas desesperadas de adversários desesperados", disse ele, sugerindo, novamente, uma ação coordenada para atingir a campanha de Trump.

Apesar das denúncias, não há indicação de que os resultados eleitorais -  25 milhões de americanos já votaram antecipadamente - foram alterados ou que as informações sobre quem está registrado para votar tenha sido mudada. 

Informações são em grande parte públicas

Durante o comparecimento perante a imprensa, Ratcliffe não explicou como os russos e iranianos haviam obtido as informações dos eleitores, ou como os russos poderiam estar utilizando-as.

Mas as informações sobre o registro eleitoral dos EUA estão amplamente disponíveis. Alguns estados permitem que qualquer pessoa tenha acesso a elas, outros as restringem aos partidos políticos.

A inteligência dos EUA adverte repetidamente que Rússia, Irã e China, esta última em menos escala, fazem campanhas de desinformação nas mídias sociais com o objetivo de influenciar os eleitores americanos.

As autoridades dos EUA dizem que, em 2016, o presidente russo, Vladimir Putin, supervisionou operações de hackeamento e desinformação nas mídias sociais com o objetivo de ajudar Trump a vencer a democrata Hillary Clinton nas eleições.

O uso do nome Proud Boys nos e-mails enviados a eleitores recentemente ocorre depois que Trump se recusou a se distanciar do grupo, do qual membros chegaram a aparecer em comícios políticos fortemente armados e fazendo ameaças.

No início de outubro, em Michigan, 13 homens armados, alguns dos quais se identificaram com o grupo, foram presos por conspiração para sequestrar a governadora do estado, uma democrata, e "instigar uma guerra civil".

Na coletiva nesta quarta, Wray enfatizou que os sistemas eleitorais dos EUA continuam seguros.

Em nível nacional, as últimas pesquisas apontam Biden à frente, com até 12 pontos percentuais de vantagem sobre Trump.

RPR/ap/ots

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