EUA alertam sobre influência chinesa na América do Sul | Notícias internacionais e análises | DW | 13.08.2018

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Mundo

EUA alertam sobre influência chinesa na América do Sul

Em viagem pelo Brasil e vizinhos regionais, secretário de Defesa americano menciona "países que chegam com presentes ou empréstimos", em referência ao aumento dos investimentos chineses na América Latina.

Mattis, de 67 anos, é um general aposentado da Marinha condecorado com quatro estrelas

Mattis, de 67 anos, é um general aposentado da Marinha condecorado com quatro estrelas

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, insinuou que a crescente influência de China e Rússia na América do Sul pode representar uma ameaça para os países da região, antes de iniciar sua primeira viagem oficial ao subcontinente.

Mattis chegou ao Brasil neste domingo (12/08), na primeira parada de um giro que o levará também a Argentina, Chile e Colômbia. Ele se encontrará com altos funcionários e representantes do setor de Defesa, mas não está claro se ele se reunirá com algum líder na região.

Durante sua viagem de avião ao Brasil, Mattis disse a jornalistas que não vê a relação dos países sul-americanos com Pequim e Moscou como um ataque a Washington, mas alertou para o perigo de perda de soberania na região.

"Não vejo o que outros países estão fazendo com outras nações como algum tipo de ataque contra nós. Essas são decisões soberanas tomadas por Estados soberanos", disse. Para ele, a relação com China e Rússia, considerados adversários dos EUA pelo governo Donald Trump, seria preocupante somente se os governos locais começassem a perder "certo grau de soberania".

Contudo, acrescentou: "Existe mais de uma maneira de perder soberania neste mundo... isso pode ocorrer por conta de países que chegam com presentes ou empréstimos", disse Mattis, fazendo referência ao aumento de investimentos chineses na América Latina.

Ecoando a fala de Mattis, o subsecretário adjunto de Defesa para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Sergio de la Peña, não esconde que a crescente influência Chinesa tem alimentado preocupações em Washington. 

"Preocupa-nos que a China tenha uma forma de fazer negócios que não necessariamente responde da melhor maneira possível aos interesses de nossos aliados no hemisfério", disse.

O comércio entre a China e os países latino-americanos duplicou nos últimos anos em comparação com a última década, segundo o Centro de Políticas de Desenvolvimento Global da Universidade de Boston.

O governo chinês também ofereceu milhões de dólares em empréstimos a diversos países da região com respaldo em matérias-primas, o que permitiu aos asiáticos reivindicarem, por exemplo, uma boa parte da produção petrolífera da Venezuela. 

Outra preocupação dos americanos é a construção de uma estação espacial por Pequim na Patagônia argentina para possibilitar o estudo do lado oculto da Lua.

De acordo com De la Peña, a viagem de Mattis visa fomentar a colaboração, prosperidade e segurança na região, o que envolve parcerias com os EUA nas áreas de inovação tecnológica e missões humanitárias.

"Com a Estratégia de Defesa Nacional em mente, o foco desta viagem está em fortalecer as alianças", disse.

PJ/efe/dpa

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