EUA acusam Síria de apagar provas em Duma | Notícias internacionais e análises | DW | 20.04.2018
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Mundo

EUA acusam Síria de apagar provas em Duma

Departamento de Estado americano diz que russos e sírios agiram juntos para sanear evidências de suposto ataque químico enquanto bloqueiam o acesso da equipe internacional que deve inspecionar o local.

Duma, na província de Ghouta, foi intensamente bombardeada pelas forças sírias

Duma, na província de Ghouta, foi intensamente bombardeada pelas forças sírias

O Estados Unidos acusaram as autoridades sírias nesta quinta-feira (20/04) de tentar, com a ajuda da Rússia, apagar as provas do suposto ataque com armas químicas ocorrido na cidade de Duma, no último dia 7 de abril.

"Acreditamos que oficiais russos trabalharam com o regime sírio para sanear os locais dos supostos ataques e remover evidências incriminatórias do uso de armas químicas", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, acrescentando que essas ações visam permitir ao governo sírio e seus aliados russos conduzir "suas próprias investigações encenadas".

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Segundo Nauert, os sobreviventes do ataque estariam sendo pressionados por Damasco e Moscou, aliado do regime de Bashar al-Assad, para mudarem suas declarações iniciais. Ela disse que essas informações se baseiam em relatórios de inteligência e "pessoas no local".

A porta-voz lamentou que, mais de dez dias após o incidente, ainda não tenha sido permitido o acesso da equipe da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) à Duma, o que, segundo afirma, poderia estar relacionado a uma tentativa do regime sírio de comprometer as investigações.

"Quanto mais tempo se passar até a realização de uma investigação no terreno, mais se podem deteriorar as evidências", criticou a porta-voz.

Ao mesmo tempo, o Reino Unido aumenta a pressão para que seja permitido o acesso da equipe internacional que se deslocou até a província de Ghouta para examinar as evidências do suposto ataque.

A embaixadora britânica na ONU, Karen Pierce, insistiu nesta quinta-feira que russos e sírios devem cumprir suas promessas de liberar o acesso dos inspetores da Opaq ao local. "Cabe a eles, mais do que nunca, permitir a entrada da equipe, escoltá-la e garantir sua segurança, assegurando que [os inspetores] possam fazer seu trabalho", afirmou.

Apesar dos obstáculos a uma investigação aprofundada em Duma, a Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou que dezenas de pessoas morreram na cidade com "sintomas relacionados a uma exposição a químicos altamente tóxicos".

Na sexta-feira passada, os Estados Unidos, França e Reino Unidobombardearam a Síria, lançando 105 mísseis sobre três instalações suspeitas de produzirem e armazenarem armas químicas.

RC/efe/dpa/ap

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