Estudos revelam detalhes inéditos sobre Júpiter | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 07.03.2018
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Ciência e Saúde

Estudos revelam detalhes inéditos sobre Júpiter

Entre as descobertas estão agrupamentos de ciclones nos polos do planeta gasoso e atmosfera mais profunda do que o imaginado. Dados sobre Júpiter foram recolhidos pela sonda Juno.

Polos de Júpiter são cobertos por agrupamento de ciclones

Polos de Júpiter são cobertos por agrupamento de ciclones

Pesquisadores descobriram que a atmosfera de Júpiter é mais profunda do que o imaginado e que seus polos são cobertos por agrupamentos geométricos de ciclones, revelaram estudos divulgados nesta quarta-feira (07/03), que analisaram dados recolhidos pela sonda Juno, da Nasa.

Os estudos, publicados na revista especializada Nature, desvendam os primeiros mistérios sobre o interior do maior planeta do Sistema Solar, composto 99% de hidrogênio e hélio.

Os dados mostraram que a atmosfera gasosa de Júpiter se alastra por quase 3 mil quilômetros de profundidade e corresponde a um centésimo da massa total do planeta gasoso. Em seu interior, há redemoinhos psicodélicos de faixas de nuvens e correntes de ar impulsionadas por ventos fortes em direções opostas e em diferentes velocidades.

"O resultado é uma surpresa, pois indica que a atmosfera de Júpiter é mais maciça e profunda do que se imaginava", disse Yohai Kaspi, do Instituto Weizmann de Ciências de Israel, autor de um dos quatro estudos publicados sobre o planeta gasoso.

Pesquisadores descobriram ainda que no centro do planeta os gases de sua composição se comprimem num liquido metálico denso, que gira uniformemente como se fosse um corpo sólido.

Os dados revelaram também que o polo norte de Júpiter possui uma constelação de nove ciclones e o sul de seis. A velocidade dos ventos em alguns locais pode ultrapassar a um de furacão de categoria 5, chegando a 350 km/h.

Lançada pela Nasa em 2011, a sonda Juno orbita Júpiter desde julho de 2016. Essa é a segunda sonda que recolhe informações sobre o quinto planeta do Sistema Solar. A primeira, Galileo, esteve ativa entre 1995 e 2003.

"A primeira e mais importante questão que Juno procura responder é como nosso Sistema Solar foi formado e, consequentemente, entender mais sobre sua evolução", afirmou Alberto Adriani, do Instituto Italiano para Astrofísica, autor de um dos estudos.

CN/rtr/afp/ap

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