Estados Unidos formalizam saída da OMS | Notícias internacionais e análises | DW | 07.07.2020

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Mundo

Estados Unidos formalizam saída da OMS

Trump dá início a processo formal de retirada dos EUA da Organização Mundial da Saúde, da qual seu país é o maior financiador. Presidente acusou entidade de "má gestão da pandemia" e de estar sob controle da China.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O valor estimado da contribuição americana à OMS é de entre 400 milhões e 500 milhões de dólares por ano

Em meio à pandemia de covid-19, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou formalmente o processo de retirada do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo informaram autoridades nesta terça-feira (07/07).

A medida foi comunicada primeiramente por um senador do Partido Democrata, que disse que o Congresso americano foi notificado sobre o pedido de saída.

"O Congresso recebeu uma notificação de que Potus [abreviação para 'presidente dos Estados Unidos', em inglês] retirou oficialmente os EUA da OMS em meio a uma pandemia", escreveu no Twitter o parlamentar Bob Menendez, da Comissão de Assuntos Externos do Senado.

À imprensa americana, um porta-voz do Departamento de Estado confirmou que os EUA comunicaram a saída ao secretário-geral da ONU, António Guterres. Stéphane Dujarric, porta-voz de Guterres, também confirmou que Washington deu seu aviso prévio.

Sob as condições estabelecidas quando os Estados Unidos entraram na OMS em 1948, o governo precisa avisar um ano antes de deixar a organização, bem como cumprir todas as suas obrigações financeiras, explicou Dujarric. Os EUA, que são os maiores financiadores da OMS, devem atualmente cerca de 200 milhões de dólares à entidade em dívidas atuais e passadas.

Dessa forma, o país só poderá deixar a entidade efetivamente em 6 de julho de 2021. A medida, porém, ainda pode ser revogada pelo próximo presidente americano caso Trump seja derrotado nas eleições em novembro.

Trump confirmou no final de maio que seu governo havia decidido romper os laços do país com a OMS. Ele justificou a decisão ao afirmar que a organização fracassou na gestão da pandemia de covid-19 e se baseou demasiadamente em informações fornecidas pela China, país onde surgiu o novo coronavírus.

"Uma vez que eles fracassaram em fazer as reformas pedidas e imensamente necessárias, estamos encerrando hoje as nossas relações com a Organização Mundial da Saúde", afirmou o presidente à época, em pronunciamento à imprensa na Casa Branca.

Na semana anterior, Trump havia dado um prazo de 30 dias para a OMS avançar uma série de reformas, que não foram especificadas publicamente, e advertido que se isso não ocorresse ele iria cortar permanentemente as contribuições financeiras e desligar seu país da instituição.

No dia 14 de abril, ele já havia ordenado a suspensão temporária do financiamento de seu país à OMS, criticando o que chamou de "má gestão e acobertamento da propagação do coronavírus". O valor estimado da contribuição americana à OMS é de entre 400 milhões e 500 milhões de dólares por ano, o que equivale a aproximadamente 15% do orçamento total da organização.

Trump, porém, não esperou muito tempo para adotar essas decisões, afirmando em 29 de maio que a OMS se recusou a aceitar as reformas pedidas por Washington.

Críticos dizem que o presidente americano está tentando desviar as críticas à sua própria gestão da pandemia nos Estados Unidos, que somam de longe o maior número de mortes e de infectados em todo o mundo. Já são quase 3 milhões de casos confirmados e mais de 130 mil óbitos no território americano.

EK/afp/dpa/ap/ots

______________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 
App | Instagram | Newsletter