Estados do Leste avançam em ranking da educação na Alemanha | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 18.11.2008
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Estados do Leste avançam em ranking da educação na Alemanha

Estudo Pisa nacional coloca o estado da Saxônia, no Leste da Alemanha, como vencedor da avaliação do ensino no país. A Baviera passa para a segunda posição.

default

Estudo Pisa testou 57 mil alunos alemães em ciências, matemática e leitura

O mais recente estudo Pisa em nível nacional feito na Alemanha colocou o estado da Saxônia, no Leste, em primeiro lugar no ranking do ensino do país. Conhecido como Pisa-E, o estudo alemão é uma avaliação complementar ao Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). Ela é conduzida pelos 16 estados alemães e feita dentro dos critérios do estudo trienal da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O estudo divulgado nesta terça-feira (18/11), em Berlim, testou a competência de alunos de 15 anos nas áreas de ciências, matemática e leitura e compreensão de textos no ano de 2006. Os estudantes saxões tiraram a melhor nota nas três áreas. A Saxônia substitui assim a Baviera no primeiro lugar do ranking do ensino na Alemanha.

Os alunos das cidades-estado de Hamburgo e Bremen, no norte da Alemanha, foram lanterninhas em todas as três áreas da avaliação. Na avaliação em ciências, foco deste estudo Pisa, a Saxônia e a Baviera foram seguidos da Turíngia, outro estado do Leste alemão.

Finlândia, Alemanha e Brasil

PISA: Sachsen in allen PISA-Disziplinen auf Platz 1

Alunos do ensino básico de Dresden, na Saxônia

Em todas as três áreas avaliadas, os alunos de Bremen ficaram em último lugar. De uma forma geral, principalmente os novos estados do Leste melhoraram suas posições em relação às avaliações anteriores. Nas disciplinas de leitura e compreensão de texto, Saxônia, Baviera e Turíngia ficaram novamente nas primeiras posições. Em matemática, Saxônia, Baviera, Baden-Württenberg e Turíngia, nesta ordem, ocupam os primeiros lugares.

Desde o primeiro teste, em 2000, esta é a terceira comparação entre os sistemas de ensino dos estados da Alemanha. Desta vez, o foco da avaliação recaiu sobre as ciências. Pesquisadores testaram 57 mil alunos na idade de 15 anos provenientes de cerca de 1.500 escolas.

Há um ano, a OCDE divulgou os resultados da comparação internacional feita pelo Pisa. O Brasil ocupou a 53ª posição em matemática, a 48ª em leitura e a 52ª em ciências. A Alemanha melhorou sua posição para o 13° lugar entre os 57 países avaliados. O primeiro lugar ficou com a Finlândia.

Status social e sucesso na escola

Pisa-Studie

Um quinto dos alunos de 15 anos do país não entendem um texto simples

A posição ocupada pela Alemanha, considerada ruim por muitos, provocou apelos de reforma do sistema de ensino. Os autores do estudo constataram que, no país, ainda existiria uma grande correlação entre origem social e sucesso no Gymnasium , cujo certificado de conclusão, o cobiçado Abitur (de importância semelhante à do vestibular brasileiro), habilita para o acesso a uma universidade ou escola superior. Dependendo do estado, o Gymnasium dura oito ou nove anos.

Os dois estudos anteriores apontaram a Baviera como o estado alemão onde era mais evidente a relação entre boas notas no Gymnasium e status social. Em termos estatísticos, o atual estudo constatou que a Baviera apresentou progressos nesse campo, como também o estado da Renânia-Palatinado.

Segundo o Pisa, a proporção de jovens de classes mais privilegiadas no Gymnasium variou de 47% na Baviera a 63% em Brandemburgo. Por outro lado, a proporção de jovens provenientes de classes trabalhadoras no Gymnasium foi somente de 8% na Baviera e 20% na Turíngia e Saxônia-Anhalt, ambos estados do Leste alemão.

Hora de ação

Os resultados dos estudos levaram as grandes organizações de professores alemães a pedirem melhorias concretas nas escolas. O presidente da Federação da Formação e Educação (VBE), Ludwig Eckinger, afirmou que após anos de testes e avaliações, agora seria hora de ações.

A vice-presidente do Sindicato da Educação e Ciência (GEW), Marianne Demmer, pediu maior ajuda para alunos de risco. Demmer lembrou que, mesmo depois do terceiro estudo Pisa, cerca de um quinto dos estudantes alemães de 15 anos não conseguem ler e compreender um texto simples.

Leia mais