Espiã russa é condenada a 18 meses de prisão nos EUA | Notícias internacionais e análises | DW | 27.04.2019
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Estados Unidos

Espiã russa é condenada a 18 meses de prisão nos EUA

Maria Butina, que se apresentava como ativista pró-armas em Washington, se declarou culpada de crime de conspiração. Moscou classifica sentença como "inadmissível” e diz que russa é inocente.

Maria Butina (picture-alliance/dpa/P. Ptitsin)

Butina se apresentava como uma ativista russa pró-armas

Maria Butina, a cidadã russa que foi detida nos Estados Unidos em julho do ano passado acusada de ser uma espiã a serviço do Kremlin, foi condenada nesta sexta-feira (26/04) por um tribunal federal americano a 18 meses de prisão.

No dia 13 de dezembro, Butina, de 30 anos, se declarou culpada pelo crime de conspiração contra os EUA e aceitou cooperar com a justiça.

Segundo a promotoria, a espiã russa montou uma rede de contatos nos EUA para influenciar ativistas pró-armas e figuras conservadoras com o objetivo de beneficiar o Kremlin. A operação começou em março de 2015 e terminou em julho de 2018, quando ela foi detida.

Como parte do acordo fechado com a promotoria, Butina forneceu informaçoes sobre seu ex-companheiro, o assessor do partido Republicano Paul Erickson, que por enquanto não foi acusado formalmente neste caso, segundo a emissora CNN.

Apesar disso, em fevereiro deste ano, a promotoria do estado de Dakota do Sul apresentou acusações contra Erickson por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

Os EUA aceitam que cidadãos americanos e estrangeiros trabalhem a favor de outro país, sempre que forem devidamente registrados para fazê-lo, algo que Butina nunca fez.

Maria Butina (picture-alliance/AP/Alexandria Detention Center)

Butina, em fotografia registrada após a sua prisão

A cidadã russa iniciou sua missão em território russo, mas em agosto de 2016 se mudou para Washington com um visto de estudante, supostamente solicitado como parte do plano da Rússia, momento no qual as autoridades dos EUA começaram a seguir sua pista.

Antes e depois de entrar em território americano, Butina, que supostamente trabalhava para um funcionário de alto escalão russo, criou uma rede de contatos influentes na política dos EUA que lhe ajudaram a se aproximar do mais influente lobby de armas do país, a Associação Nacional do Rifle (NRA, em inglês), onde se apresentou como uma ativista russa em defesa do direito do porte de armas.

Após o anúncio da condenação, o Kremlin classificou neste sábado de "inadmissível" a decisão da Justiça e disse que Butina é inocente.

"O fato dela ter sido detida e aprisionada por um longo tempo é inaceitável para nós. Consideramos que esta cidadã russa não realizava e não podia realizar as ações que lhe são imputadas", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que está em Pequim (China), citado pela agência russa Interfax.

Segundo Peskov, "a palavra-chave talvez seja que ela fez um acordo com a investigação, mas não sabemos os detalhes deste acordo". No ano passado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse considerar Butina uma "presa política".

Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o caso como uma "afronta".

Como Butina já cumpriu parte de sua sentença durante o período de investigação, ela pode ser libertada entre setembro e novembro.

JPS/efe/ots

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