Espanha é 1º país da Europa Ocidental a superar 500 mil casos de covid-19 | Notícias internacionais e análises | DW | 08.09.2020

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Coronavírus

Espanha é 1º país da Europa Ocidental a superar 500 mil casos de covid-19

Aumento de infecções coincide com volta às aulas, o que preocupa pais. Alguns especialistas dizem que país vive segunda onda da doença. França, Reino Unido e Alemanha também registraram alta de casos recentemente.

Na Espanha, aumento dos casos de covid-19 deixa muitos pais preocupados com a volta às aulas

Mais de 8 milhões de alunos devem voltar às aulas na Espanha, sob medidas que incluem o uso obrigatório de máscaras

A Espanha se tornou nesta terça-feira (08/09) o primeiro país da Europa Ocidental a registrar mais de 500 mil infecções pelo coronavírus Sars-Cov-2, em meio a um aumento de casos da doença que coincide com a reabertura das escolas nesta semana.

A tendência de aumento registrada na Espanha surge em meio a crescentes preocupações em toda a Europa, com o reforço das restrições na França e uma alta dos casos no Reino Unido. Na Alemanha, os números voltaram a subir em meados de agosto, com mais de mil infecções registradas na maior parte dos dias desde então.

Até esta terça-feira, as autoridades espanholas registraram 525.549 mil casos, com 26.560 novas infecções registradas desde a sexta-feira, o que representa uma média de 8,8 mil por dia.

O Ministério da Saúde espanhol contabiliza 29.516 óbitos em decorrência da covid-19, a doença causada pelo coronavírus, apesar das suspeitas de que esse total deva ser bem maior em razão da baixa quantidade de testes realizados em março e abril. Mesmo com o aumento do número de casos, o sistema de saúde não enfrenta uma sobrecarga.

O país teve média de 229 novos casos por 100 mil habitantes nas últimas duas semanas e possui atualmente a taxa de infecção mais alta na Europa Ocidental. Alguns especialistas afirmam que a Espanha já está na segunda onda da doença, enquanto o governo afirma que agora é possível identificar a maioria das infecções graças a mais e melhores testes.

Mais de 8 milhões de alunos devem voltar às aulas nesta ou na próxima semana sob medidas rígidas de segurança, que incluem o uso obrigatório de máscaras, lavagem frequente das mãos, ventilação nas salas de aula e grupos menores de estudantes.

Entretanto, o ressurgimento da doença desde o relaxamento de restrições em junho gera preocupação nos pais dos alunos. Muitos criticam as medidas obrigatórias de proteção por serem elaboradas de modo único para todo o país, além de serem insuficientemente financiadas, e temem que as crianças venham a transmitir a doença para membros de suas famílias em condições vulneráveis.

Muitos pais afirmam ainda que investiram em computadores e melhores redes de internet para possibilitar o ensino à distância ou até para educar os próprios filhos em casa, se necessário. Alguns prometeram desafiar as leis do país que punem a evasão escolar com penas de até seis meses de prisão para os pais.

"Se todos assumirmos responsabilidades, e incluo nisso as crianças, acredito que o retorno às aulas deve ser possível", afirmou nesta segunda-feira o ministro espanhol da Saúde, Fernando Simon.

Continente em alerta

A França reimpôs restrições em várias partes do país, com sete novas regiões colocadas em alerta vermelho após registrarem sucessivamente entre 7 mil e 9 mil infecções diárias. O ministro francês da Saúde, Olivier Véran, disse nesta terça-feira que apesar de a situação ser preocupante, uma segunda onda da doença ainda é evitável.

"A taxa de reprodução do vírus permanece em 1,2, o que é bem menos do que os 3,2 a 3,4 que já tivemos. O vírus se espalha com velocidade menor, mas ainda está circulando, o que é preocupante", observou.

O Reino Unido registrou no último fim de semana níveis de infecção que não eram vistos desde maio. A segunda maior autoridade médica do país, o professor Jonathan Van-Tam, disse que o aumento se deve a pessoas que "relaxaram demais" nos meses do verão europeu. "Temos de levar isso muito a sério novamente", afirmou. "Se não formos cuidadosos, enfrentaremos um caminho turbulento."

Segundo dados do governo britânico, o país registrou 2.948 novos casos nesta segunda-feira, sendo esta a segunda maior cifra diária desde maio. Durante quase todo o mês de agosto, foi registrada uma média de cerca de mil infecções por dia, e o número de casos começou a baixar levemente nos últimos dias.

De acordo com dados do Instituto Johns Hopkins, o Reino Unido soma mais de 352 mil casos, com 41,6 mil mortes em decorrência da covid-19.

A Alemanha registrou 1.499 casos nesta terça-feira, o que eleva o total no país para 252.298, segundo dados do Instituto Robert Koch, que confirmou quatro mortes nas últimas 24 horas. O país soma 9.329 óbitos desde o início da epidemia. Em meados de agosto, os números de infecções diárias no país voltaram ao patamar de abril.

RC/rtr/ap/afp

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