Equador endurece regras para entrada no país | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 16.08.2018
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América Latina

Equador endurece regras para entrada no país

Quito passa a exigir passaporte de todos os estrangeiros que desejam ingressar no país. Medida aparentemente visa conter entrada de venezuelanos. Fluxo migratório levou Equador a declarar estado de emergência.

Migrantes venezuelanos aguardam na fronteira da Colômbia com o Equador

Migrantes venezuelanos aguardam na fronteira da Colômbia com o Equador

O governo do Equador anunciou nesta quinta-feira (16/08) que passará a exigir a apresentação de passaporte a todos os estrangeiros que desejam entrar no país. A mudança entra em vigor no sábado e aparentemente visa conter o crescente fluxo migratório de venezuelanos.

"A partir deste sábado, o governo exigirá de qualquer pessoa que entre no Equador um passaporte”, afirmou o ministro do Interior, Mauro Toscanini.

Devido a acordos internacionais, o Equador exigia, até então, de turistas dos países que compõem o Mercosul, incluindo o Brasil, e das nações membros da Comunidade Andina, que inclui a Venezuela, apenas um documento de identidade.

Aos jornalistas, Toscanini evitou comentar se a medida visa conter a crescente migração venezuelana e pediu que o governo de Nicolás Maduro busque uma saída para crise humanitária que o país enfrenta.

Na conta do ministério no Twitter, porém, Toscanini confirmou a preocupação com o fluxo migratório. "O governo equatoriano preocupado com a grave situação humanitária de milhares de venezuelanos que entram no país e para garantir a segurança passará a exigir a apresentação do passaporte como requisito de ingresso ao Equador", destacou.

Até agora, venezuelanos podiam atravessar a fronteira equatoriana apenas com um documento de identidade. Com a crise econômica e política, obter um passaporte na Venezuela pode demorar meses devido à falta de material e trâmites burocráticos.

Diante do aumento do número de venezuelano que chega ao país pela fronteira ao norte com a Colômbia, Quito declarou estado de emergência institucional em três províncias no início de agosto. Segundo as autoridades equatorianas, até 4.200 venezuelanos cruzam a fronteira diariamente.

A principal passagem de fronteira entre Colômbia e Equador, a ponte de Rumichaca, ficou completamente congestionada. Dali, parte dos migrantes rumam para a capital, Quito, e outras cidades do país em busca de trabalho. Outros seguem viagem até Peru, Chile e Argentina.

Em meio à crise econômica e política que assola a Venezuela, cerca de 288 mil cidadãos do país chegaram ao Equador em 2017, cifra que provavelmente será superada este ano.

Nos últimos anos, milhares de pessoas deixaram a Venezuela em meio à grave crise econômica, ao desemprego e à escassez de alimentos e medicamentos no país governado por Nicolás Maduro. Dados do governo colombiano citados pela Acnur apontam que há mais de 870 mil venezuelanos na Colômbia.

No Brasil, estima-se que, em média, 500 venezuelanos entrem no país pela fronteira de Roraima todos os dias. O estado já recebeu cerca de 50 mil venezuelanos. Devido ao grande fluxo migratório, a fronteira chegou a ficar fechada por 17 horas no início de agosto após a determinação de um juiz federal.

CN/rtr/efe/ots

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