Empresas alemãs crescem graças a mercados emergentes | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 11.11.2010
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Economia

Empresas alemãs crescem graças a mercados emergentes

A Siemens teve o melhor desempenho operacional de sua história. Negócios em mercados emergentes, como Brasil e China, fazem grandes grupos alemães superarem expectativas e saírem da crise muito antes do que se esperava.

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Peter Löscher, diretor executivo da Siemens

A gigante alemã do setor de eletroeletrônicos Siemens fechou este ano com um lucro recorde. "Estamos saindo da crise com força total", afirmou Peter Löscher, diretor executivo da empresa, em Munique nesta quinta-feira (11/11).

O lucro da maior empresa eletrônica da Europa no exercício fiscal de 2009-2010 cresceu 63%, pulando de 2,5 bilhões de euros para 4,1 bilhões de euros e deve subir no próximo ano para mais de 5 bilhões de euros. Um rígido programa de contenção de gastos e o corte de 17 mil empregos nos últimos anos tornaram a empresa rentável, afirmou Löscher.

As grandes empresas alemãs comemoram uma boa fase de negócios, deixando a crise para trás e crescendo a todo o vapor. Os maiores conglomerados do país aumentaram de julho a setembro seus lucros, ao todo, em 57%, somando um ganho de 11,8 bilhões de euros, segundo cálculos da agência de notícias DPA.

De acordo com a empresa de auditoria Ernst & Young, as maiores companhias alemãs podem, juntas, comemorar um aumento nos lucros de 73%. Entre elas, além da Siemens, estão a construtora de máquinas pesadas MAN e a automotiva Daimler.

Expectativas superadas

"É impressionante como todas as estimativas para este trimestre foram superadas", comentou Andreas Hürkamp, consultor para estratégia de mercado do Commerzbank. "Muitos investidores esperavam que houvesse um desaquecimento neste trimestre", observou.

No entanto, o que aconteceu foi o contrário, apesar das conjunturas desanimadoras nos EUA e também na zona do euro. Uma explicação para o fenômeno está nos países emergentes. "Uma grande parte do crescimento de lucros vem das regiões que estão em crescimento, dos mercados na Ásia e na América Latina", disse.

A Siemens conseguiu o melhor desempenho operacional de sua história, embora o faturamento tenha se reduzido em um ponto percentual, ficando em 76 bilhões de euros. Mas os três setores da empresa, indústria, energia e tecnologia médica, conseguiram um aumento de lucro, crescendo de 7,5 bilhões para 7,8 bilhões de euros.

Investir nos emergentes para superar concorrentes

Um grande crescimento nos negócios foi apontado principalmente nos mercados emergentes em que a Siemens está presente. Por isso, nos próximos anos, a empresa pretende pontuar sobre a concorrência justamente nessas regiões. Mercados em franca ampliação nas áreas de infraestrutura, energia e transporte, como Brasil, China e Rússia oferecem, segundo Löscher, os maiores potenciais para o grupo.

A companhia pretende superar os concorrentes, crescendo mais rápido do que as rivais General Eletric, Philips e ABB. "Queremos nos tornar líderes mundiais", afirmou Löscher. "E estamos agora jogando de forma ofensiva", completou.

MD/dpa/dapd
Revisão: Roselaine Wandscheer

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