Em represália, Israel reduz relações com países que aprovaram resolução | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 27.12.2016
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Mundo

Em represália, Israel reduz relações com países que aprovaram resolução

Decisão é resposta à resolução que condena a construção de assentamentos em territórios palestinos ocupados, aprovada por 14 dos 15 membros do Conselho de Segurança. Estados Unidos se abstiveram.

Westbank - Siedlung Ramat Shlomo (picture-alliance/dpa/J. Hollander)

Assentamentos na Cisjordânia

Israel decidiu nesta terça-feira (27/12) reduzir temporariamente as relações com os países que apoiaram a resolução do Conselho de Segurança da ONU que condena a construção de assentamentos judaicos nos territórios palestinos ocupados.

O porta-voz do Ministério israelense do Exterior, Emmanuel Nahshon, disse que a medida é voltada a visitas e a colaboração com as embaixadas dos países envolvidos. "Até nova ordem, limitaremos os nossos contatos com as embaixadas em Israel e evitaremos deslocamentos de oficiais israelenses a esses países, assim como a vinda de representantes dessas nações para cá", afirmou Nahshon à agência de notícias AFP. Ele negou que as relações tenham sido suspensas.

O porta-voz se referia aos 15 países que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que na sexta-feira passada aprovaram uma resolução pedindo o fim imediato e completo da política de assentamentos na Cisjordânia, acrescentando ainda que tais ocupações não têm valor jurídico.

Os representantes de 10 dos 14 países que votaram a favor do texto foram convocados neste domingo ao ministério israelense dos Negócios Estrangeiros. Os Estados Unidos se abstiveram.

Desde então, pelo menos dois deslocamentos foram cancelados ou adiados, incluindo a visita a Israel do primeiro-ministro ucraniano, prevista para esta semana. Como represália, Israel cancelou ainda programas de ajuda nos países da África Ocidental e em Angola.

A resolução, aprovada com a abstenção dos Estados Unidos, suscitou reações violentas entre a classe política israelense. Netanyahu acusou a administração americana de "um golpe vergonhoso na ONU". Foi a primeira vez desde 1979 que os Estados Unidos não vetaram uma resolução do Conselho de Segurança sobre a colonização israelense.

Apesar de a ONU considerar os assentamentos ilegais, tem havido um aumento nas construções nos últimos meses. Uma comissão de planejamento israelense vai se reunir nesta quarta-feira para debater a aprovação de centenas de novas construções nas áreas ocupadas.

No Conselho de Segurança da ONU têm assento permanente, com direito a veto, os Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Os atuais membros não permanentes são Egito, Senegal, Angola, Japão, Ucrânia, Malásia, Uruguai, Venezuela, Nova Zelândia e Espanha. 

IP/lusa/afp

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