Em Israel, príncipe William lembra horrores do Holocausto | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 26.06.2018
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Mundo

Em Israel, príncipe William lembra horrores do Holocausto

Duque de Cambridge faz primeira visita da família real à região em décadas e se reúne com autoridades do governo israelense. Em memorial aos judeus vítimas do nazismo, príncipe pede que passado não seja esquecido.

Príncipe William no memorial do Holocausto Yad Vashem

William coloca coroa de flores na Sala da Memória, no memorial do Holocausto Yad Vashem

O príncipe William iniciou sua viagem a Israel nesta terça-feira (26/06) com uma visita emocionada ao memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, e reuniões com autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Reuven Rivlin.

Esta é a primeira visita oficial de um membro da família real britânica à região desde o fim do controle britânico sobre o território palestino e a fundação do Estado de Israel, em 1948.

No memorial do Holocausto Yad Vashem, usando um quipá preto, o Duque de Cambridge visitou a exposição permanente e, em pequena cerimônia, colocou uma coroa de flores na chamada Sala da Memória, em lembrança aos seis milhões de judeus assassinados durante o regime nazista.

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A história curiosa das tatuagens da realeza britânica em Jerusalém

"Aterrorizante", afirmou William ao observar uma exibição de antigos sapatos de judeus mortos no campo de extermínio nazista de Majdanek, localizado próximo à cidade polonesa de Lublin. "Estou tentando compreender a magnitude [do ocorrido]."

No memorial, o príncipe encontrou ainda dois sobreviventes do Holocausto, que quando crianças embarcaram na operação chamada de Kindertransport em direção ao Reino Unido. A iniciativa, promovida por uma organização britânica há quase 80 anos, salvou do extermínio pelos nazistas cerca de dez mil crianças e adolescentes da Alemanha e de outros países.

Um deles, Henry Foner, de 86 anos, expressou gratidão pelo amparo que recebeu como uma criança refugiada em terras britânicas.

"Sou muito grato ao Reino Unido porque o país salvou minha vida. Simples assim", disse ele, que hoje mora em Jerusalém. Segundo Foner, conhecer um membro da família real britânica foi como um conto de fadas.

Em mensagem deixada no livro de visitas do museu em Jerusalém, William descreveu o passeio como "uma experiência profundamente comovente". "Não podemos nunca esquecer o Holocausto. Todos temos a responsabilidade de recordar e ensinar as futuras gerações sobre os horrores do passado para que eles nunca voltem a acontecer."

Segundo ele, "as ações dos poucos que assumiram grandes riscos para ajudar o próximo são um lembrete da capacidade humana de amor e esperança". "Tenho orgulho de minha bisavó ter sido uma dessas pessoas", afirmou, referindo-se à princesa Alice de Battenberg, que abrigou uma família judia na Grécia durante a Segunda Guerra Mundial.

Príncipe William em Jafa

Ao fim do dia, William assistiu a uma partida de futebol entre crianças árabes e judias em Jafa

William visitará o túmulo da bisavó em Jerusalém nos próximos dias. A princesa, mãe de seu avô, príncipe Philip, que por sua vez é marido da rainha Elizabeth 2ª, morreu em Londres em 1969, mas em 1988 seus restos mortais foram levados para a Cidade Sagrada.

Após a visita ao memorial, o príncipe – que é o segundo na linha de sucessão ao trono britânico – foi recebido por Netanyahu e sua mulher, Sara, na residência oficial do chefe de governo israelense em Jerusalém.

Ali, William se reuniu ainda com descendentes da família Cohen, que escapou do Holocausto com a ajuda da princesa Alice. "Você deve estar muito orgulhoso de sua bisavó, que salvou judeus indefesos", disse o premiê israelense, em uma das poucas declarações dadas a repórteres.

Mensagem aos palestinos

Em encontro com o presidente Rivlin mais tarde, o Duque de Cambridge adotou um tom mais político, embora as autoridades britânicas insistam que a viagem não tem esse objetivo. Ao líder israelense, ele disse desejar que a "paz possa ser alcançada na região".

A declaração foi uma resposta a Rivlin, que pediu a William para que enviasse uma mensagem ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, com quem se encontrará nesta quarta-feira na cidade palestina de Ramallah.

"Gostaria de dizer a ele que nós temos que encontrar um caminho juntos para construir confiança, como forma de construir um entendimento", disse o presidente. Os diálogos de paz entre israelenses e palestinos estão congelados desde 2014.

Nesta quarta-feira, além de se reunir com Abbas, William participará de eventos culturais e sociais em Tel Aviv, antes de viajar a Ramallah, onde também participará de encontros culturais com jovens e refugiados palestinos. Na quinta-feira, o príncipe fará um passeio por Jerusalém Oriental.

EK/afp/ap/dpa/efe/lusa/rtr

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