Em Colônia, Brasil destaca expansão da indústria automobilística | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 26.08.2008
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Brasil

Em Colônia, Brasil destaca expansão da indústria automobilística

Produção recorde de veículos e a tecnologia flex fuel são debatidas em seminário do Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Indústria projeta manter crescimento de 10% anuais até 2013 e chegar a 5 milhões de unidades.

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Brasil superou França e tornou-se sexto maior produtor de automóveis do mundo

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê que a produção brasileira de veículos continue crescendo nos próximos anos. A indústria brasileira fechou 2007 com o número recorde de 2,977 milhões de veículos produzidos e deve alcançar este ano a marca de 3,425 milhões, alta superior a 15%. Entre 2008 e 2011, o setor deverá investir 20 bilhões de dólares no Brasil.

"Segundo um estudo da Price Waterhouse, o Brasil deverá ter um crescimento estável em torno de 10% ao ano pelo menos até 2013", afirmou nesta segunda-feira (25/08) o vice-presidente da Anfavea, Alberto Mayer, durante seminário do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que acontece na cidade alemã de Colônia.

Em 2013, o Brasil chegaria à marca de 5,1 milhões de veículos. O rápido crescimento da produção fez com o que país ultrapassasse a França no primeiro semestre deste ano e se tornasse o sexto maior produtor de automóveis do mundo.

Volkswagen e Bosch

A produção de automóveis é um dos pilares da indústria brasileira e é também um setor com forte presença de montadoras alemãs, como a Volkswagen, além de fornecedores de autopeças, como a Bosch. Representantes das duas empresas estiveram presentes no Encontro Econômico Brasil-Alemanha em Colônia.

"A Volkswagen teve um crescimento de 18,4% nas vendas do primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado", afirmou o vice-presidente de Recursos Humanos da Volkswagen do Brasil, Josef-Fidelis Senn. Ele disse que crescimentos anuais em torno de 20% são registrados pela montadora em todos os países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Já o vice-presidente da Bosch na América Latina, Besaliel Botelho, destacou o tecnologia flex fuel, que foi desenvolvida por engenheiros brasileiros da empresa e permite o uso de álcool e gasolina no mesmo motor. Botelho lembrou que o etanol brasileiro, produzido a partir da cana-de-açúcar, é um combustível menos poluente que a gasolina. Os carros flex fuel ocupam uma fatia de 88% das vendas no Brasil.

Motivos para o crescimento

Para Mayer, o bom momento do setor automobilístico se deve aos financiamentos de longo prazo e à migração de indivíduos das classes D e E para a classe C. "Isso faz com que as pessoas consigam trocar seus carros, e os carros usados são vendidos para pessoas que não tinham automóveis."

Outro fator importante é o crescimento do setor agrícola, o que aumenta a demanda por caminhões (para o escoamento da safra) e por tratores. "O mercado de caminhões cresceu 30% em 2007 e deverá crescer ainda mais este ano. Esses números são recordes."

O vice-presidente da Anfavea afirmou ainda que, se o Brasil tivesse uma melhor infra-estrutura rodoviária, o crescimento das vendas internas poderia ser ainda maior. "As atuais projeções levam em conta que os investimentos em infra-estrutura previstos realmente ocorram", disse.

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  • Data 26.08.2008
  • Autoria Alexandre Schossler
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