Em ação inédita, republicanos derrubam veto de Trump | Notícias internacionais e análises | DW | 02.01.2021

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Estados Unidos

Em ação inédita, republicanos derrubam veto de Trump

A poucos dias de deixar o governo, presidente sofre nova derrota, que desta vez contou com a participação de membros do seu partido em relação a um veto do orçamento de defesa.

O Senado dos Estados Unidos, de maioria republicada, anulou nesta sexta-feira (01/01) o veto do presidente, Donald Trump, à lei do orçamento anual de defesa, avaliada em US$ 741 bilhões (R$ 4,72 trilhões).

Essa foi a primeira vez que o Congresso invalidou um veto do atual chefe de governo, que está em fim de mandato, em quase quatro anos de mandato, depois que a Câmara dos Deputados também votou pela derrubada do veto.

Com 81 votos a favor e 13 contra, o Senado superou com folga a maioria de dois terços, que era necessária para anular a decisão de Trump e converter em lei o orçamento de defesa.

A postura do Senado deverá aumentar a tensão entre o presidente e os líderes do Partido Republicano na Casa nesses últimos dias de governo. Trump já vinha acusando líderes republicanos no Senado de falta de apoio em sua tentativa de contestar o resultado da eleição presidencial.

"Os fracos e cansados 'líderes' republicanos vão permitir que a terrível Lei de Defesa passe", declarou o presidente de seu resort em Mar-a-Lago, na Flórida, onde passa férias, pouco antes de o veto ser derrubado. "É um ato vergonhoso de covardia e submissão total."

Na semana passada, Trump havia se tornado o primeiro presidente dos EUA em 59 anos a se opor à aprovação do orçamento de defesa, na chamada Lei de Autorização de Defesa Nacional, para o ano fiscal de 2021, porque, entre outras coisas, ela restringe a capacidade do atual mandatário de retirar as tropas americanas da Alemanha, Coreia do Sul e Afeganistão, como havia sido prometido.

Além disso, o presidente se opunha à lei porque ela incluiu uma provisão para mudar o nome de uma dezena de bases militares batizadas em homenagem aos líderes militares dos antigos Estados Confederados da América, que lideram no século 19 uma tentativa de seperação do Sul do país para manter a escravidão.

Trump ainda queria que a legislação incluísse uma cláusula para acabar com a chamada "Sessão 230", que protege gigantes da internet como Twitter e Facebook de qualquer consequência legal pelo que for publicado por terceiras partes, em seus sites.

A Lei de Autorização da Defesa Nacional serve para financiar as operações do Pentágono no exterior e inclui aumentos salariais para os soldados, fundos para novos equipamentos militares e para pagar os cuidados com a saúde das tropas.

A votação aconteceu dias depois de Trump ceder à pressão de ambos os partidos e sancionar o pacote de ajuda econômica de 900 bilhões de dólares para ajudar famílias e empresas afetadas pela pandemia, que ele também ameaçou bloquear.

JPS/efe/ots

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