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Christiane Taubira
Christiane Taubira anuncia sua candidatura em evento em LyonFoto: Jean-Philippe Ksiazek/AFP/Getty Images
PolíticaFrança

Eleição francesa tem mais uma candidata de esquerda

15 de janeiro de 2022

Ex-ministra Christiane Taubira lança campanha e diz que quer unir a esquerda. Campo está congestionado com seis candidaturas e nenhuma parece ter chance de chegar ao segundo turno, que deve ser dominado pela direita

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A ex-ministra francesa da Justiça francesa Christiane Taubira se lançou oficialmente neste sábado (15/01) como candidata às eleições presidenciais de abril, afirmando que tem como objetivo unir a esquerda fragmentada do país.

A sua candidatura já era esperada, já que a ex-ministra tinha demonstrado querer alcançar o objetivo ambicioso, mas que no momento soa impossível, de reunir a esquerda fragmentada e já congestionada de candidatos.

Com a entrada de Taubira, o campo da esquerda no momento está pulverizado em seis candidaturas que tentam conquistar o Palácio do Eliseu. E nenhuma tem mais de 10% das intenções e de voto.

O anúncio de Taubira foi feito em Lyon, na região central da França.

No discurso de lançamento de sua candidatura, Taubira, de 69 anos, disse querer responder à "raiva" e às "injustiças sociais" e defender um governo "que saiba dialogar, em vez de dar lição de moral". "E faremos isso juntos, porque somos capazes", acrescentou. "Eu não serei simplesmente uma candidata a mais."

Ministra do ex-presidente socialista François Hollande, Taubira, de 69 anos, nasceu no território da Guiana Francesa. Ela foi candidata na eleição presidencial de 2002, obtendo 2,3% dos votos.

Segundo pessoas mais próximas, Taubira continua despertando "fervor" entre os eleitores de esquerda, desiludidos após a vitória de Macron, em 2017, e o colapso dos partidos tradicionais, entre eles o Partido Socialista de Hollande. No entanto, ela ainda não registrou grandes avanços nas intenções de voto, aparecendo com no máximo 5% das intenções de voto em pesquisas.

Taubira também se apresenta como candidata dentro de uma iniciativa popular que busca laçar um candidato único da esquerda e que tem o apoio de 300 mil assinaturas. A iniciativa prevê a realização de uma votação primária no final de janeiro para escolher um candidato único entre os postulantes de esquerda.

Mas, a três meses do primeiro turno da eleição presidencial na França, a realidade é bem mais complicada para a esquerda. Diversos candidatos do campo, entre eles Jean-Luc Mélenchon, Fabien Roussel, Yannick Jadot se recusam a se submeter ao processo. Já a candidata socialista Anne Hidalgo chegou a afirmar que era favoravel ao processo, mas nesta semana se distanciou da iniciativa.

Nenhum deles alncança até o momento 10% dos votos, permanecendo distantes do presidente Emmanuel Macron, que deve tentar a reeleição, e os ultradireitista Marine le Pen, Éric Zemmour e a conservadora Valérie Pécresse. Nas ´últimas sondagens, Macron aparece com entre 24% e 25% dos votos. Le Pen e Pécresse estão tecnicamente empatadas com entre 16% e 18% e Zemmour aparece com até 12%.

jps (AFP, Lusa, RFI, ots)