Eleição na Geórgia definirá maioria no Senado dos EUA | Notícias internacionais e análises | DW | 05.01.2021

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Estados Unidos

Eleição na Geórgia definirá maioria no Senado dos EUA

Democratas precisam conquistar os dois assentos em disputa no estado para ter o mesmo número de senadores dos republicanos e garantir a Kamala Harris voto de minerva e implementação da agenda progressista de Biden.

Donald Trump e Joe Biden

Com a eleição para o Senado, Geórgia encerra a disputa entre Trump e Biden pelo poder em Washington

Os eleitores do estado da Geórgia vão às urnas nesta terça-feira (05/01) para decidir, em segundo turno, os seus dois representantes no Senado dos Estados Unidos e, ao mesmo, o controle da casa parlamentar por um dos dois grandes partidos, o Democrata ou o Republicano.

Os democratas elegeram o próximo presidente, Joe Biden, e mantiveram o controle sobre a Câmara dos Representantes, onde Nancy Pelosi foi reeleita presidente. Se obtiverem também a maioria no Senado, poderão implementar o que se espera que venha a ser a mais progressista agenda política em décadas, com foco em saúde pública, proteção ambiental e direitos civis.

Se os democratas ficarem com os dois assentos após o segundo turno da eleição para o Senado na Geórgia, cada partido terá 50 senadores no Congresso, e a vice-presidente eleita, Kamala Harris, terá direito a um voto de minerva. Se os republicanos elegerem apenas um senador na Geórgia, eles manterão o controle dessa casa parlamentar e poderão bloquear boa parte da agenda progressista de Biden.

Pesquisas não indicam um vencedor

Uma das disputas é entre o senador David Perdue, um republicano, e o democrata Jon Ossoff. Perdue quase ficou com a vaga em novembro, quando obteve pouco menos de 50% dos votos. Ele somou 49,7%, contra 47,9% do concorrente.

A outra disputa é entre a senadora Kelly Loeffler, uma republicana, e o reverendo Raphael Warnock, um democrata. Loeffler foi indicada para a vaga que era do senador Johnny Isakson, que renunciou por questões de saúde no fim de 2019. Em novembro, Warnock obteve 32,9% dos votos, e Loeffler, 25,9%.

Há 20 anos que os democratas não elegem um senador na Geórgia, e as pesquisas indicam que está tudo em aberto neste segundo turno da eleição. Biden venceu a eleição presidencial no estado com uma margem de quase 12 mil votos entre 5 milhões.

Numa prova da importância política da disputa pelo Senado no estado, tanto Biden como o presidente Donald Trump se deslocaram à capital da Geórgia, Atlanta, para comícios de apoio aos seus candidatos.

Os democratas esperam contar de novo com o voto da maioria dos afro-americanos, dos jovens, das mulheres e dos eleitores de maior nível de ensino, em geral moradores dos grandes centros urbanos, os mesmos que, em novembro, deram a primeira vitória presidencial aos democratas no estado desde 1992.

Já os republicanos esperam mobilizar principalmente os eleitores de áreas rurais, onde têm maioria, sobretudo entre os homens brancos. Três milhões de eleitores votaram de forma antecipada, mas os seus votos ainda não foram contados.

Pressão de Trump para "encontrar" votos

A eleição para o Senado na Geórgia já estava no centro das atenções e chamou ainda mais atenção depois da divulgação, pela imprensa, de um telefonema de Trump para a mais alta autoridade eleitoral local, no qual o presidente cobra que o funcionário "procure votos onde seja necessário para anular a vitória de Biden".

De início, Trump elogiou o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, do Partido Republicano, para depois lhe pedir para atuar. Diante de uma recusa, Trump ameaçou com a apresentação de um processo-crime contra Raffensperger e o alertou de que estava correndo "um grande risco" ao não aceitar o pedido, segundo a gravação divulgada pelo jornal The Washington Post.

Perante a ameaça, Raffensperger respondeu: "Senhor presidente, o desafio é o seguinte: os seus dados estão errados".

Na conversa, Trump refere-se precisamente ao número de 11.780 votos, pois, segundo a apuração oficial, Biden venceu com 11.779 votos na Geórgia, estado que tem 16 votos no Colégio Eleitoral, o órgão encarregado de eleger o presidente dos Estados Unidos.

AS/lusa/ap

Leia mais