Eike, Cabral e mais 10 são indiciados pela PF | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 08.02.2017
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Brasil

Eike, Cabral e mais 10 são indiciados pela PF

Polícia Federal indicia empresário e ex-governador do Rio por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa em desdobramento da Lava Jato. Ambos estariam envolvidos em esquema milionário de propinas.

Eike Batista

Eike Batista foi preso preventivamente no dia 30 de janeiro

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quarta-feira (08/02) o empresário Eike Batista, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e outras dez pessoas como parte da Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato no estado.

A PF afirmou em nota que os indiciamentos foram feitos por suspeita de "lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa". O relatório de conclusão do inquérito foi enviado à Justiça Federal.

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Também foram indiciados Maurício Cabral, irmão do ex-governador, e Susana Neves, ex-mulher do político. Os dois são os únicos dos 12 indiciados que não estão presos.

Na Operação Eficiência, a Polícia Federal investiga crimes de lavagem de dinheiro consistentes na ocultação no exterior de aproximadamente 100 milhões de dólares. Boa parte dos valores já foi repatriada. 

Troca de favores

Suspeito de lavagem de dinheiro, Eike foi preso preventivamenteno último dia 30 de janeiro, ao desembarcar no Rio num voo proveniente de Nova York. Ele havia entrado na lista de procurados pela Interpol após agentes da PF fazerem uma busca em sua casa e não o encontrarem.

De acordo com dois doleiros que fizeram acordos de delação, Eike teria pagado 16,5 milhões de dólares a Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo EBX, do qual é proprietário.

Sérgio Cabral

Cabral é acusado de chefiar quadrilha que cobrava propinas para garantir vantagens a empresários

O empresário foi levado nesta quarta-feira da penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9) à sede da Polícia Federal para prestar depoimento. Assim como no primeiro depoimento prestado, Eike foi orientado por seu advogado a permanecer em silêncio.

Cabral, suspeito de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, foi preso em novembro do ano passado na Operação Calicute, outro desdobramento da Lava Jato no Rio. O peemedebista é suspeito de envolvimento no desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo estadual. O prejuízo é estimado em mais de 220 milhões de reais.

Em dezembro passado, o ex-governador e a esposa se tornaram réus no âmbito da Lava Jato por envolvimento no pagamento de propinas a partir do contrato celebrado entre a Petrobras e consórcio formado pelas empresas Andrade Gutierres, Queiroz Galvão e Odebrecht. Cabral é acusado de chefiar a quadrilha que cobrava propinas para garantir vantagens aos empresários.

O ex-governador já teve três pedidos de prisão preventiva contra ele cumpridos. Ele está preso no Complexo de Gericinó, juntamente com outros detidos nas operações Calicute e Eficiência.

Entre as pessoas detidas nas duas operações estão o ex-secretário de obras Hudson Braga, o empresário e ex-vice-presidente do Flamengo Flávio Godinho e o publicitário Francisco de Assis Neto – detido na semana passada.

LPF/abr/ots

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