Economia alemã tem retração histórica | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 30.07.2020

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Crise econômica

Economia alemã tem retração histórica

Pandemia leva maior economia da Europa a recuo de 10,1% no segundo trimestre do ano, queda mais forte desde que começaram os registros. Governo espera mais grave recessão desde a Segunda Guerra.

Funcionário, de máscara, em uma fábrica de carros.

Economia alemã já havia encolhido 2,2% no primeiro trimestre de 2020

A economia alemã registrou no segundo trimestre deste ano uma baixa histórica devido à crise provocada pela pandemia de covid-19. O Produto Interno Bruto (PIB) de abril a junho caiu 10,1% em relação ao trimestre anterior, como anunciou nesta quinta-feira (30/07) o Destatis, a agência de estatística do governo federal. É a queda trimestral mais acentuada desde 1970, quando os registros começaram. Se comparado ao mesmo período do ano passado, o recuo foi de 11,7%.

O governo alemão prevê a pior recessão desde o final da Segunda Guerra Mundial. "Agora é oficial - a recessão do século", disse o economista do DekaBank Andreas Scheuerle, à agência de notícias Reuters. "Uma pequena criatura de 160 nanômetros chamada coronavírus conseguiu o que até agora quedas no mercado de ações ou choques no preço do petróleo não haviam conseguido", completou.

A economia alemã já havia encolhido 2,2% no primeiro trimestre de 2020, antes do impacto das medidas de bloqueio. Mas as restrições impostas em meados de março para conter a disseminação do novo coronavírus, como fechamento do comércio e serviços e interrupções forçadas na produção, foram quase catastróficos para vários setores-chave na Alemanha.

As exportações e importações de bens e serviços caíram significativamente no segundo trimestre, assim como os gastos do consumidor privado e os investimentos das empresas em equipamentos como máquinas. O Estado, no entanto, aumentou seus gastos de consumo durante a crise.

Economistas acreditam que a economia se recuperará na segunda metade do ano, desde que o número de infecções não volte a aumentar significativamente. O Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW) prevê um aumento de 3%. No entanto, provavelmente levará dois anos até que a queda histórica seja de fato compensada, disse o diretor de negócios do DIW, Claus Michelsen.

Segundo o Bundesbank, o banco central alemão, o ponto mais baixo da atividade econômica foi alcançado em abril. De acordo com suas previsões, o terceiro e o quarto trimestres deste ano devem subir significativamente. "O pacote de estímulo econômico mais recente também contribuirá para isso", escreveram os especialistas no último relatório mensal.

Em abril, a Alemanha projetava uma queda no PIB de 6,7%. O governo federal alemão lançou um pacote de estímulo no valor de 130 bilhões de euros para 2020 e 2021.

Apesar da expectativa de recuperação para o ano como um todo, o governo alemão está prevendo a pior recessão desde o final da Segunda Guerra Mundial. O declínio atual é o maior desde a crise financeira global, em 2009. Na época, o PIB alemão diminuiu 5,7% - de abril a junho a queda foi de 7,9%.

Depois de semanas de estabilidade, nos últimos dias o número de casos do novo coronavírus voltou a subir na Alemanha, preocupando as autoridades, que temem uma segunda onda da doença. Caso medidas restritivas precisem ser reimpostas, a economia pode voltar a sofrer. 

LE/rtr/dpa

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